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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

PERFIL DA CARREIRA DE JJ ABRANS



Ele é o novo midas de Hollywood. O titulo, antes pertencente a Steven Spielberg, se refere as produções escritas, dirigidas ou produzidas por J. J. Abrams que se tornaram sucesso e enchem os cofres dos estúdios de cinema.

Mas quem pensa  que Abrams é um novato na maquina de fazer dinheiro que Hollywood é, nem imagina que ele ainda novo com seu nome verdadeiro Jeffrey  (o outro "j" é de Jacob) escreveu o roteiro de Eternamente Jovem. Sim, meus amigos aquele drama romântico com Mel Gibson de 1992. Porem, esse foi seu terceiro filme já que ele já havia assinado os roteiros de Milionário num Instante (1990) com Jmaes Belushi e Uma Segunda Chance (1991) a primeira vez em que trabalhou com Harrison Ford.  No final dos anos 1990, Abrams começou a sua invasão na televisão. Ele apresentou uma serie dramática estrelada por uma jovem em busca de seus sonhos na cidade grande em Felicity que durou 4 temporadas e ficará marcada para sempre pela brusca queda de audiência após a protagonista cortas seus belos cabelos louros cacheados.

J.J ao centro com o elenco da primeira temporada de Alias


Felicity foi cancelada em 2001 mesmo ano que J.J. criou sua melhor serie de TV. Misturando o clima leve e descontraído de Felicity com filmes de espionagem, Alias - Codinome Perigo foi a mais excitante e emocionante série no período com o melhor piloto para um seriado de TV já produzido. A produção revelou a talentosa Jennifer Garner fazendo o papel de uma dupla espiã. Infelizmente, apos a terceira temporada a série teve uma queda na qualidade dos roteiros, mas o suficiente para chamar a atenção de  Tom Cruise. Mas eu já chego lá.  A caída de Alias se deu por que o produtor também estava envolvido com outra série que deu o que falar: Lost. Co-criado por Abrams, Jeffrey Lieber e Damon Lindelof, Lost foi outro fenômeno de popularidade, mas que também sofreu duras criticas por "desviar do caminho" do qual inicialmente estava proposto. Ainda na TV, vemos o toque de J.J nas seguintes produções: Six Degress (2006), Undercovers (2010), Alcatraz (2012), Revolution (2012) Almost Human (2013) e  Belive (2013) que duraram poucos capítulos no ar. Outra serie que foi elogiada pela critica mas que sobreviveu aos trancos e barrancos na audiência foi Fringe que teve a participação nos roteiros dos amigos de longa data de Abrams Alex Kurtzman e Roberto Orci.

Com Tom Cruise dirigindo Missão Impossível 3


Em 2006, J.J Abrams e sua equipe de roteiristas foram convidados por Tom Cruise para dar uma levantada na franquia Missão: Impossível após o astro ficar fã da série Alias - Codinome Perigo. O resultado foi o filmaço de ação Missão Impossível 3 produzido para a Paramount Pictures que também convidou Abrams para revitalizar outra franquia: Star Trek. Agradando fãs da série original e arrebatando novos fãs, o diretor e escritor também conduziu a sequencia Star Trek: Alem da Escuridão em 2013. Neste período a poderosa Disney comprou por 4 bilhões de dólares os direitos da saga Star Wars de George Lucas e passou o comando do novo filme da franquia para Abrams.

Com o elenco do novo Star Trek


J.J Abrams, apesar de fã dos filmes, ficou com medo com a ideia de revitalizar mais uma franquia mas foi convencido a dirigir Star Wars - Episodio VII - O Despertar da Força filme cheio de cenas de ação e momentos emocionantes feitos para agradar os fãs de longa data. 


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J. J. Abrams tinha mais uma ingrata missão: revitalizar mais uma franquia. Conforme dito acima, o escritor e diretor já havia aceito o desafio de dar um novo gás a cine serie Missão: Impossível e recriar a franquia Star Trek (ou Jornada nas Estrelas para os íntimos). Com a  ajuda de seus colaboradores, o rapaz conseguiu com louvor cumprir essa tarefa. Até que veio o convite para Star Wars. Desta vez, a missão de Abrams seria dar continuidade as clássicas aventuras de Luke Skywalker e companhia. Na trama passada anos após os eventos de O Retorno de Jedi, os vilões se reergueram e agora se chamam Nova Ordem e estão dispostos a manter os cavaleiros Jedi vivendo como lenda. Começa a busca pelo lendário Luke com o encontro de Han Solo (Harrison Ford) com os novatos Ray (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Poe (Oscar Isaac) e o droide que rouba a cena BB8. Comentar aqui a origem de cada novo herói da franquia bem como do vilão Kylo Ren (Adam Drive) é estragar as muitas surpresas que o filme guarda. A graça é ser surpreendido. Dos veteranos, Harrison Ford brilha novamente com Han Solo e Carrie Fischer (Léia) e Mark Hammil (Luke) aparecem mas não tanto quanto os fãs antigos gostariam, quem sabe nas proximas duas produções que vão encerrar esta nova trilogia... Vou fazer uma critica mais detalhada da produçao em breve mas aconselho, até quem não curte Star Wars, de ir ver  a nova produção feita por J.J. Abrams o atual cara de Hollywood que nos diverte e nos faz sonhar.   

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

UM TRIBUTO A ALIAS

Esta semana terminei de rever um dos seriados mais legais que tive a oportunidade de assistir: Alias - Codinome Perigo. Estreando nas telas americanas em outubro de 2001, a série trazia Jennifer Garner na pele de Sidney Bristow uma garota que é recrutada pela SD-6. um braço secreto da  CIA, para se tornar uma espiã. Sua vida muda completamente quando ela conta o que faz para o noivo e seu chefe Arvin Slone (Ron Rifkin) manda mata-lo. Sid então decide buscar vingança. Nesse momento delicado surge a verdadeira CIA que a contrata como dupla espiã para desmascarar toda a sujeira que Slone arma (um poderoso esquema de trafico de armas). Na verdadeira agencia, ela conhece seu contato, Michael Vaugh (Michael Vartan). A principio os dois se estranham, mas aos poucos, o ódio vai dando lugar ao amor. A bela tambem descobre que seu pai, que ela não se dá muito bem, é duplo espião também e fará de tudo para expor Slone.

                                                 Jennifer Garner: linda e mortal.


Essa é a trama básica da primeira temporada deste programa agitado que te conquista logo no primeiro episódio, considerado por muitos como o melhor piloto já feito para uma série de TV. Não é a toa, enquanto a maioria absoluta dos seriados mostram um roteiro arrastado que não engrena ao ficar apresentando os personagens, Alias ja começa a mil por hora mostrando sua protagonista numa situação de risco. O estilo da narrativa é inovador. E mostra o presente e o passado da garota. E detalhe, sem te confundir a cabeça (isso fica para mais tarde). O criador J.J Abrans escreveu esta jóia após ver o cult filme alemão Corra Lola, corra. Muito do que ele viu ali, foi implantado em sua criação. O estilo nervoso, as situações que vai e vem no tempo e a trilha tecno. Arrisco-me a dizer que Alias não só tem o melhor primeiro episódio, como toda a primeira temporada é excelente. Ainda, no melhor estilo série dos anos 1960, cada final de episódio mostra o inicio de outro. Quer mais? Que tal Jennifer Garner com modelitos ousados e diferentes perucas participando de missões super arriscadas.




A contra-missão de Sid é tentar acabar com os planos de Slone e cada capitulo a tensão aumenta mais, pois a heroína pode ser descoberta a qualquer momento. Mal imagina seu parceiro Dixon (Carl Lumbley) a dupla espiã que está ao seu lado. Na SD-6, além de Dixon, a bela conhece Marshal (Kevin Weisman) uma mistura de nerd com inventor criador de engenhocas que só poderia sair da cabeça de roteiristas como um baton-camera. Sidney, aos olhos do mundo, trabalha num banco e tenta disfarçar a vida dupla de seus amigos Francie (Merrin Dugey) e Will (Bradley Cooper). Este clima de conspiração, traições e desconfianças domina o primeiro ano que acaba de modo surpreendente. O segundo ano, tão bom quanto o primeiro, trás a aparição da mãe da mocinha, Irina Derevko (Lena Olin), que, aos poucos, se mostra uma verdadeira incógnita. Ora ajudando a filha, ora tentando mata-la. Esta temporada começa a se desenvolver melhor a intricada trama que permeia a série toda. A saga de Milos Rambaldi. Segundo os roteiristas, Rambaldi foi uma espécie de inventor/visionário do século 15 que, entre outras coisas, inventou armas de destruição em massa e também uma essência vermelha que da vida eterna. Muitas organizações do submundo, assim como gente de dentro do governo, sonham em colocar as mãos nos artefatos de Rambaldi. Sidney está no meio desta trama louca pois na pagina 47 do livro do inventor, aparece um desenho muito semelhante com o rosto da garota.






Apesar de ser uma série vitoriosa no quesito audiência e quantidade de fãs ao redor do mundo, Alias travou uma verdadeira batalha nos bastidores. Ao começar pela ausência da atriz Lena Olin da terceira temporada, que não quis renovar o contrato. Assim, os rumos do seriados tiveram que ser alterados devido a importância que a personagem Irina começou a ter. Uma morte foi criada. Jack matou a ex-mulher e isso o tornou ainda mais distante de Sid. A terceira temporada também deu um salto de dois anos, com Sidney sumida. A explicação é feita ao longo do ano que apresenta uma nova personagem. Feita por Melissa George, Lauren acaba se casando com Vaugh e se torna uma paranoica e violenta concorrente para Sid, que sempre acaba trabalhando ao lado do ex. Mas ela se mostra uma verdadeira vadia ao trair a CIA e Vaugh  trabalhando com o The Covenent ao lado de Julian Sark (David Anders), com quem tem um caso.


Jennifer e Michael: quimica perfeita.


O fator surpresa, sempre presente nos roteiros da série, na quarta temporada não existe. Considerado pelos fãs o mais fraco da série, o quarto ano apresenta uma série fora de forma. Bem sem graça, na verdade. A explicação provável é a saída dos roteiristas Alex Kurtman e Roberto Orci, responsáveis por capítulos memoráveis do show e também o criador J.J Abrans se afastou da produção pois estava cuidando de sua carreira no cinema (dirigindo os excelentes Missão Impossível III e o novo Star Trek) e também tinha outra série arrasa-quarteirão para cuidar: Lost. Os pontos positivos foram a aparição de uma irmã para espiã. Nadia (Mia Maestro) filha de Irina, com ninguém menos que Slone. Nadia foi criada num orfanato e quando jovem foi treinada por sua tia feita pela atriz Sonia Braga. E também, Garner estrando atras das câmeras dirigindo um episodio. Pelo menos, para salvar o quase desastre que foi essa temporada, os produtores conseguiram trazer de volta a atriz Lena Olin. Os problemas nos bastidores continuaram na quinta temporada. Primeiro, Michael Vartan não renovou o contrato. E a série perdeu o seu segundo protagonista. E segundo Jennifer Garner estava gravida do seu primeiro filho com Ben Afleck. A atriz atuou durante meses com um barrigão lindo de se ver. Obviamente sua participação foi reduzida. Assim como a audiência do programa. Afinal, os dois personagens principais estavam aparecendo pouco. Foram criados novos personagens para suprir a ausência. Rachel Nichols (Rachel Gibson), Tom (Baltazar Gelty) e a espiã freelancer Renee (Eloide Bouchez). Os produtores bem que tentaram, mas eles não tinham o carisma de Jennifer, que, mesmo amamentando e de resguardo voltou para os episódios finais.


                          Elenco: cada temporada houve troca de 
                          atores. Esta foto é do terceiro ano.


Mesmo com todos os problemas de bastidores, a série foi vitoriosa. Ela surgiu no mesmo ano de 24 horas e A Sete Palmos e conseguiu se destacar por seus roteiros bem bolados. Mesmo após 10 anos de sua criação, continua surpreendente e bem feita dando show em muitos filmes que Hollywood apresenta.




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Outro detalhe que tornou Alias famoso no mundo todo foi a quantidade de participações especiais. Nomes como Roger Moore, Isabella Roselini, Sonia Braga, Angela Basset, David Carradine,  Faye Dunaway, Grifin Dunne, Cristian Slater, Ethan Hawke e os diretores Quentin Tarantino e David Cronenberg participaram da série.
                    Uma grana era gasta com as perucas usadas por Jen.