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domingo, 15 de maio de 2016

OS 20 ANOS DE O REINO DO AMANHÃ

Uma das historias em quadrinhos mais impactantes de todos os tempos completa 20 anos de sua publicação original. O Reino do Amanhã (Kingdon Come, no original) foi uma mini serie em 4 capítulos que é uma verdadeira ode aos gibis de super heróis e é uma combinação perfeita entre roteiro e arte.



Na historia, estamos num futuro onde heróis como Superman, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde e Arqueiro Verde ou se aposentaram ou comandam outros heróis das sombras. Filhos, netos e uma nova geração de seres super poderosos estão protegendo os cidadãos a sua maneira: com muita violência e sem se importar muito com o próximo. O cenário está cada vez mais caótico e a Mulher Maravilha decide ir atrás de Superman para juntos colocar ordem no caos. Ele fica relutante graças aos traumáticos eventos que o fizeram se retirar. Com a situação fora de controle, ele decide voltar e formar uma nova Liga da Justiça que terá um desafio duplo, prender os vilões e reeducar os novos heróis. Mas Superman, a principio não conta com a ajuda de Batman que sempre esperto está de olhos nas armações de Lex Luthor que está controlando mentalmente ninguém menos que Capitão Marvel (hoje chamado de Shazam) que, sendo o mortal mais poderoso vivo, vai bater de frente com o Superman. Tudo é acompanhado pelo pastor Norman McCay que é escolhido por Espectro para desempenhar uma função importante dentro desse conflito.

Superman: o grande astro de O Reino do Amanhã

Capitão Marvel: o inimigo a altura do Superman

Escrito por Mark Waid e belamente ilustrado por Alex Ross (também co-autor da ideia), O Reino do Amanhã disfarçadamente é uma critica ao cenário dos gibis de super heróis dos anos 1990 e seus roteiros fracos e historias violentas e superficiais, um estilo criado pela Image Comics e que foi seguido pela Marvel e DC pois esse tipo de historia vendia mais. Se, superficialmente existia a critica para os quadrinhos da época, escancaradamente O Reino do Amanhã é uma homenagem as chamadas Eras de Ouro e Prata dos gibis  onde grandes escritores e desenhistas proporcionaram momentos de pura diversão e fantasia aos leitores. Cada personagem ganhou um momento seu para brilhar mas a concentração foi em cima da trindade Superman, Mulher Maravilha e Batman. A arte de Alex Ross é uma obra de arte a cada quadrinho, cada pagina, a impressão é todos os quadros foram pintados com muito amor. A técnica de pintura de Ross é curiosa. Para fazer seu estilo chamado hiper realista, o artista pede para amigos e familiares pousarem para ele que registra e faz as artes a partir das fotos.O personagem que nos conduz a historia de O Reino do Amanhã, Norman McCay é o pai de Ross, Clark Norman. A Cada avanço da historia ele observa os fatos cada vez mais incrédulo e passivo e, junto do Espectro, faz um passeio entre o universo de super heróis da DC Comics. 

Batalha entre Superman e Capitão Marvel: o clímax da historia

Mulher Maravilha e as pazes entre Superman e Batman

O grande final, que arrepia até hoje, é o embate entre Superman e um controlado Capitão Marvel e o sacrifício que cada um dos personagens faz para salvar o mundo do caos. O Reino do Amanhã é uma leitura obrigatória para todos os fãs de gibis, gostando ou não dos personagens da DC Comics. Pois, além de ser uma homenagem as historias em quadrinhos, é uma historia muito bem escrita. 

O maior dos heróis na deslumbrante arte de Alex Ross



sábado, 30 de janeiro de 2016

CONHEÇA: DC'S LEGENDS OF TOMOROW



Parte do mesmo "universo" das séries Arrow e The Flash, DC's  Legends of Tomorow cumpriu bem o seu papel no episodio piloto: divertir. Este primeiro encontro da nova série baseada nos personagens da DC Comics levou uma vantagem pois os personagens foram previamente apresentados nas séries do Arqueiro Verde e do velocista escarlate. 

Se em The Flash já vimos os roteiristas abraçarem de vez o lado "quadrinhos", em Legends of Tomorow tudo é elevado ao enésima potencia. Temos super heróis, viagens no tempo e vilões megalomânicos, mais gibi, impossível. A trama do piloto é centrada em Rip Hunter (Arthur Darvill de Doctor Who e Broadchurch) um viajante do tempo que recruta heróis e vilões para formarem uma equipe para caçar Vandal Savage (Casper Crump) o homem que matou sua mulher e filho. Os escolhidos por Hunter são o Nuclear (Victor Gaber e Franz Damer), Canario Branco (Caity Lotz), Ray Palmer (Brandon Routh), Mulher-Gavião (Ciara Renee), Gavião Negro (Falk Hentschel) e os vilões Capitão Frio (Wentworth Miller, de Prison Break) e Onda Térmica (Dominc Purcell, também de Prison Break). A principio, eles se revoltam pois Hunter escondeu a parte da sua vingança pessoal e também se sentem ofendidos pois Hunter os escolheu por serem dispensáveis e que suas presenças não alteraria o fluxo de espaço-tempo. Mas cada um tem um motivo para aceitar a missão de ajudar Rip Hunter na caçada por Vandal Savage.

Gavião Negro, Mulher-gavião, Capitão Frio, Onda Térmica, Rip Hunter, Nuclear, Canario Branco e Átomo


Para quem assiste The Flash e o show de efeitos especiais que série apresenta ao publico toda a semana mesmo com o orçamento apertado das séries de TV, não se decepcionou com Legends. Tudo é muito caprichado e bem feito e deixa no chinelo muitos filmes feitos para TV por aí. Quanto ao elenco, ele é encabeçado por Victor Garber ator experiente mais conhecido pela serie Alias fazendo o papel de Jack Bristow pai da espiã Sidney Bristow (Jennifer Garner) interpretando o irreverente professor Martin Stein que, ao fazer uma fusão com um jovem se torna o Nuclear um dos heróis que eu mais gostava quando criança. Outra figura conhecida é Brandon Routh como Átomo ou Ray Palmer um bem humorado cientista. Brandon é conhecido por fazer Superman/Clark Kent no criticado Superman - O Retorno. Este é o terceiro personagem baseado em gibi que o ator interpreta já que ele também encarnou Dylan Dog no filme Dylan Dog e as Criaturas da Noite. Routh não teve sorte pois ambas as produções foram mal recepcionadas pelos fãs de HQ. Interpretando irmãos em Prison Break, Wentworth Miller e Dominic Purcell voltam a contracenar como dois vilões interesseiros mas que podem ajudar Rip Hunter em sua missão. Os dois atores estão aguardando o final das filmagens de Legends para retornar aos sets de Prison Break para reprisarem seus papeis já que série ganhou um sinal verde para uma continuação.

Se manter a qualidade dos dois primeiros episódios, a série pode vir a se tornar um grande hit, apesar do canal que a exibe nos EUA estar apresentado a produção como uma mini serie. No Brasil, o Warner Channel está programando a estreia do seriado para 19 de fevereiro as 21h30.

domingo, 20 de setembro de 2015

JESSICA JONES



Devo confessar que á muitos anos parei de ler os quadrinhos da Marvel Comics simplesmente por que comecei a gostar mais dos gibis da DC Comics. O ultimo gibi que comprei da Marvel foi Marvel Max pelo seu conteúdo mais ousado e adulto. Mas essa revista, em especial, eu comprava por causa da série Alias. Apesar de ter o mesmo titulo da série protagonizada por Jennifer Garner, as semelhanças acabam por aí.

Em Alias temos a detetive Jessica Jones uma mulher largada, beberrona, desbocada e auto destrutiva que ganha a vida trabalhando como detetive particular  em  casos em que os super heróis de Nova York estão  envolvidos. Alias meio que mostrava os "bastidores" do universo Marvel ou o lado B das historias de personagens como Demolidor, Homem Aranha e os Vingadores. O estilo "gente como a gente" de Jessica foi o destaque. Nem sempre ela está de bom humor ou bonita ou  paciente para lhe dar com as pessoas e não tem pudor  de demonstrar isso. A certa altura do gibi, ela começa a se envolver com Luke Cage um dos personagens da Marvel chamados de justiceiros urbanos, que são os heróis sem super poderes.

A arte de Michael Gaydos desenhando Jessica Jones


O grande responsável pelo sucesso de Alias é o escritor Brian Michael Bendis. Com liberdade criativa total e somado com seu estilo verborrágico formaram uma combinação marcante. Claro que sem os desenhos rabuscados e quase grosseiros de Michael Gaydos nada disso seria possível. O desenhista criou um clima de filme noir com produção de baixo orçamento. 

O que me fez falar de Alias, na verdade, é a expectativa criada em torno de Marvel's Jessica Jones uma co-produção entre a Marvel e o Netflix que pretendem surpreender como fizeram no inicio desse ano com Demolidor.

Luke Cage: o grande amor de Jessica


domingo, 19 de julho de 2015

MÁS COMPANHIAS: LIGA DA JUSTIÇA - DEUSES E MONSTROS

EUA, 2015. DIREÇÃO: SAM LIU  
DIREÇÃO DE DUBLAGEM: MIRIAM FISCHER
ESTÚDIO: CINEVIDEO                          
COM AS VOZES DE GUILHERME BRIGGS,
PRISCILA AMORIM, ELCIO ROMAR, DUDA
RIBEIRO, MIRIAM FISCHER



NOTA 8







Mais um animação da DC Comics saindo do forno, este Liga da Justiça - Deuses e Monstros é a mais diferente das adaptações animadas da editora, pois se trata de uma realidade alternativa. Logo no inicio, vemos a clássica cena onde Jor El e Lara colocam o filho Kal El numa capsula pois o planeta Kripton esta se destruindo. Mas ao contrario da origem de Superman, nesta o General Zod trama para que o bebê tenha seu gene. Ao cair na terra o bebê é recolhido por um casal de mexicanos e criado como Hernan que cresce e se torna líder da Liga da Justiça, um trio poderoso que fazem de tudo para manter ordem no planeta. Fazem parte ainda a bela Bekka (Mulher-Maravilha) e Kirk (Batman).

Mulher-Maravilha, Batman e Superman: acredite se quiser


Não estranhe os nomes, a intenção é essa, contar uma realidade alternativa onde a Liga não é nenhum pouco simpática e pouco se importa em salvar a população e sim manter a ordem sobre qualquer meio. O desenho é repleto de cenas de violência e tem um ritmo frenético, mais ou menos parecido com o filme O Homem de Aço (pouca historia e muita ação). A animação é muito bem realizada como sempre e os traços dos personagens voltam a lembrar da série de TV. Falando nela, a historia voltou a ter os roteiristas Alan Burnnet e Bruce W. Timm escrevendo pois até então eles estavam atuando apenas na produção. Por isso mesmo, para os fãs das antigas, este longa animado tem um que de "poderia ser melhorzinho".   Muitos episódios de Batman - A Série Animada, Superman - A Serie Animada e Liga da Justiça Sem Limites, são muito melhores que está produção.  Mas não deixa de ser uma boa diversão.


domingo, 7 de junho de 2015

LISTA: 10 HEROIS DA DC COMICS QUE MERECEM GANHAR UM FILME



A mais ou menos 15 anos o cinemão americano ganhou um nova fonte de renda: as adaptações dos quadrinhos. As duas mídias caminham juntas desde surgimento dos gibis de super-heróis (com a cine serie do Capitão Marvel de 1941) mas, com o advento dos efeitos especiais,  foi possível criar cenas e sequencias que eram exclusivas das paginas das HQs.

Quem acabou se destacando mais nessa área foi a Marvel Comics que vendeu os direitos de seus heróis mais populares a estúdios que faturam milhões (Homem-Aranha pela Sony e X-men pela Fox e, mais tarde, a própria Marvel que criou um universo coeso). Sua grande rival, a DC Comics, comia pelas beiradas, insistindo nos seus campeões Superman e Batman e outros que só geraram decepção. Talvez seja má administração, já que esta editora possui um leque variado de personagens que estão presentes no imaginário popular a varias décadas. Então, a pergunta de todo decenauta é: DC, por que  está parada???

A lista abaixo, sugere grandes personagens da editora que renderiam um grande filme se, claro, houver fidelidade pela historia e coragem para ousar.


ELEKTRON



Originalmente chamado de The Atom, o personagem surgiu no inicio da era de prata dos gibis (1961). A versão mais conhecida dele é Ray Palmer um cientista que cria um cinto que o faz encolher muitas vezes seu tamanho até ficar minusculo. Essa curiosa habilidade do personagem seria muito legal de se ver nos cinemas.  




AQUAMAN



O personagem se reinventa sempre que pode (como esquecer a clássica fase em que ele perdeu a mão e foi substituída por um arpão ou a recente reinvenção pelas mãos de Geoff Jhons?) e volta e meia aparece de destaque numa grande saga dos gibis. Mas, tirando a aparição no desenho Superamigos, uma sensacional participação em Liga da Justiça e Liga da Justiça sem Limites, uma presença semi-regular em Smallville e uma tentativa frustrada de um piloto de serie para TV, o rei dos mares teve poucas chances de brilhar como merece. Imagine que filmaço não seria com sequencias submarinas inéditas e os efeitos criados para a construção de Atlântida?




CAPITÃO MARVEL



Hoje em dia esse incrível herói é chamado de Shazam, uma vez que a grande rival da DC se chama Marvel Comics. Segundo os fãs, esse é um dos motivos que fazem a DC não dar muita atenção para ele. Outro detalhe que dificulta as coisas para Shazam é a inevitável comparação com o Superman devido a algumas semelhanças entre os dois personagens. Mas quem já leu os quadrinhos dos Capitão Marvel, sabe do potencial das historias sempre cheias de aventuras e emoção. Um filme já está programado para estrear em breve, mas sempre é bom ficar atento com os executivos de cinema e sua mania de mudar tudo e desagradar os fãs.





CAPITÃO ÁTOMO


Os efeitos visuais para criar o personagem seriam inovadores e magníficos. O Capitão Átomo é um ser de energia prestando serviço aos militares. Arriscaria a dizer que seria um filme com um tom mais serio e realista que os demais.




CANARIO NEGRO


A Canario Negro é uma personagem que sempre esteve a sombra do Arqueiro Verde, claro que roubando a cena muitas vezes. Um filme solo da heroína seria muito divertido de se ver pois basicamente a personagem usa bastante luta corporal para dar cabo dos vilões, usando seu super grito sonoro apenas em ocasiões de extremo perigo.









DONNA TROY


Dona de um dos mais belos e complicados uniformes  de se desenhar dos gibis, Donna Troy poderia surgir no filme da Mulher Maravilha que, chegará em breve nos cinemas, uma vez que, nos quadrinhos sua origem tem a ver com a heroína da DC. O filme da personagem (que completa 50 anos agora em 2015) poderia se passar no espaço e introduzir vários elementos futuristas e de outros mundos do gibis numa trama espacial bem interessante.  




GAVIÃO NEGRO


O mais serio e selvagem personagem da DC é Carter Hall, o Gavião Negro. Vindo do planeta Thanagar, as historias do herói são urbanas, com algumas referencias a cultura egipciana e vidas passadas. É conhecido por poucas palavras e muita ação, contraste perfeito para os filmes dos heróis da Marvel.






PODEROSA



Linda, loura, forte como o Superman e tem dois fartos seios. A Poderosa é uma das musas da DC principalmente por causa da provante roupa usada por ela. Os inimigos se distraem fácil. Eu também, já que tenho que escrever como seria um filme estrelado pela personagem. Seria uma confusão poderosa, uma vez que, até nos quadrinhos a origem da personagem é alterada constantemente sendo muito confundida com a origem da Supergirl. Um desafio e tanto para os roteiristas. Mas, imagine uma loura muito forte dando porrada em marmanjo? Um filme muito divertido de se ver no minimo.



QUESTÃO


Paranoico, questionador, curioso e perturbado. Esses são alguns adjetivos para descrever essa figura emblemática do Universo DC. Se fosse produzido um filme desse personagem, não seria uma super produção, sim uma historia mais intimista com uma pegada meio Arquivo X encontra Alem da Imaginação com o Questão descobrindo os podres do governo escondendo alienígenas.




ZATANNA





















Como diversos super seres da DC Comics, Zatanna é pouco conhecida do grande publico, mas no ano passado completou 50 anos de vida. Ela é uma maga muito poderosa que conjura seus feitiços dizendo a força que deseja ao contrario (congelar=largeco). Visualmente seria um filme muito belo e divertido de se ver.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

MÁS COMPANHIAS


DEMOLIDOR - A QUEDA DE MURDOCK
ROEIRO: FRANK MILLER
DESENHOS: DAVID MAZZUCCHELLI
CORES: CHRISTIE SCHEELE E RICHMOND LEWIS
EDITORA: PANINI E SALVAT


Parte da coleção Grafic Novel Marvels, Demolidor - A Queda de Murdock é um clássico absoluto dos quadrinhos. Um historia que não canso de ler, ainda mais agora nesta edição caprichada que a editora Salvat lança em parceria com a Panini. Está certo que o lançamento oficial foi em fevereiro de 2013, mas devido a uma complicada logística de lançamento, só pude colocar as mãos nesta beleza agora.




Na história, a ex namorada de Matt Murdock é uma viciada que vende a identidade secreta do advogado cego que atua como o herói Demolidor. A informação cai nas mãos do maior inimigo do herói, o Rei do Crime, uma figura que comanda o submundo de Nova York. Então ele comanda um plano que leva meses para ser planejado que envolve a total describilidade da sociedade perante Matt, destrói seu lar, o deixa sem dinheiro e sem poder praticar advocacia. Tudo de uma só vez. Tanta noticia ruim, acaba abalando Matt que passa por todo o tipo de inferno para ter uma volta trinfante.



Deixando seu herói no lixo, para depois reergue-lo com toda a força e fúria, Frank Miller criou uma obra sem igual a melhor historia de Demolidor feita de todos os tempos e até hoje não foi superada (a obra original foi publica em 1986). Talvez o que tornou o gibi tão bom foi o fato do herói ser jogado na lama e pisoteado sem dó e piedade (no sentido figurado, na historia acontece coisa bem pior). Anteriormente, os fãs de quadrinhos tinham sentido choque semelhante com a serie de historia do Arqueiro Verde e Lanterna Verde saíram pelos EUA e depararam com uma realidade nunca vista nos gibis. Mais interessante ainda é saber que A Queda de Murdock foi publicada na revista de linha normal, não é uma mini serie.

Mas o que seria de uma grande historia sem um grande desenho? Aí que entra a fabulosa arte de David Mazzuccelli o homem que entregou caras e bocas de desespero, susto, ódio e surpresa como poucos desenhistas fizeram. Desenho e arte combinados com perfeição.

A obra também é dedicada a momentos de religião.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

MÁS COMPANHIAS: LIGA DA JUSTIÇA - TRONO DE ATLANTIDA








JUSTICE LEAGUE - THRONE OF ATLANTIS
EUA, 2015 DIREÇÃO: ETHAN SPALDING                        

DIREÇÃO DE DUBLAGEM: MIRIAN FISCHER
COM AS VOZES DE: GUILHERME BRIGGS,
EDUARDO BORGHETTI, MONICA ROSSI,
PHILIP MAIA, CLECIO SOUTO, SERGIO MUNIZ,
PRISCILA AMORIN


ALERTA DE SPOILER








NOTA: 8


Mais uma caprichada animação baseada nos gibis da DC chegando nas prateleiras, apesar de muitos fãs reclamarem da decisão da Warner em reformular o Universo Animado DC assim como nos quadrinhos. A historia escolhida para adaptação foi escrita por Geoff Johns e se propôs a mostrar para os leitores o surgimento de Aquaman um personagem que sempre mostrou potencial para estrelar grandes historias, porem, pouco aproveitado pela editora.

Os rebeldes Orm e Arraia Negra seres habitantes de Atlântida decidem se rebelar contra os seres da superfície mas não imaginam que o verdadeiro herdeiro do trono está vivendo na terra sem saber de sua origem, ele é Arthur Curry que passa a ser chamado de Aquaman por ter gueurras e respirar tanto dentro quanto fora d'água. Para enfrentar o exercito de Arraia e Orm, Aquaman vai precisar de uma ajudinha dos novos amigos Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Ciborgue e Capitão Marvel (ops, Shazam, pois o nome do herói foi mudado).

Hoje em dia, Aquaman é considerado o fodão do universo DC

Não é segredo para quem curte gibis que, se Marvel detona nos cinemas com seus personagens, a DC contra ataca no mercado de home vídeo fazendo pelo menos duas grandes animações por ano. Nos últimos tempos a editora  recriou sagas mais recentes o que pode ser considerado um banho de água fria para os fãs que esperavam grandes historias adaptadas. Bem, se essas animações deixaram de surpreender até um tempo atrás, não deixam de ser uma grande diversão. A trama toda é concentrada em Aquaman um personagem assim como Arqueiro Verde e Capitão Marvel tem tudo para dar certo só falta uma aposta maior da DC. É bom deixar claro que esta animação está centrada dentro daquilo que é conhecido como Os Novos 52 que foi o reinicio do universo DC por isso é uma historia de origem em que Aquaman ainda não é o soberano de Atlântida e sim a sua mãe que é morta de forma cruel por um personagem.   

Os demais personagem tem pouca participação e um dos destaques é a cena de ciume que Lois Lane tem ao ver seu colega Clark Kent tendo um encontro com Diana Prince (ela mesmo, Mulher-Maravilha), rola até um beijo apaixonado entre os dois heróis. Como já disse, já houve animações mais inspiradas, esse Liga da Justiça - Trono de Atlântida é apenas legal, poderia ser melhorzinho.

beijo apaixonado de Superman e Mulher-Maravilha

quarta-feira, 3 de abril de 2013

MONICA COMPLETA 50 ANOS


Ela é dentuça, baixinha e gordinha e encanta crianças de todas as idades a 50 anos. A Mauricio de Sousa Produções escolheu o mês de março para comemorar o aniversario da personagem de quadrinhos mais famosa do Brasil. Monica e sua turma não dão sinais de desgastes e suas historias se renovam a cada geração somando mais e mais leitores.

A partir das historias da Turma da Monica que comecei a minha paixão pelos gibis. Todos os fãs de quadrinhos possuem historias parecidas. Nós começamos com a Turma da Monica logo após começarmos a ler e quando ficamos adolescentes, partimos para uma leitura, digamos, mais madura como os comics americanos, mangas japoneses ou até mesmo os fumetti italianos.  Mas as criações de Mauricio de Sousa tem lugar especial no coração.

O desejo de muitos fãs se realizou: em Turma da Monica Jovem,  Cebolinha nao pratica bulling com a amiga e é apaixonado por ela. O gibi com o primeiro beijo deles bateu recordes de venda.


Mauricio começou sua carreira bem novo como repórter policial do jornal que veria a ser tornar a Folha de São Paulo. Mas não era exatamente as manchetes de crimes que o jovem gostava de cobrir. Ele era mais atento as tiras de quadrinhos que todo o jornal tinha. Apos muito insistir a grande chace de Mauricio veio e ele apresentou alguns personagens para uma tira diária. Seus primeiros personagens foram o cão Bidu e seu dono Franjinha. Logo já surgiu um garoto estranho com cabelos espetados e que falava errado. Claro que estou falando do Cebolinha. O personagem conquistou a todos. Mas numa tira publicada em março de 1963 apareceu uma garotinha mau humorada que se irritava com as provocações dos garotos e batia neles com seu coelho de pelúcia.  Assim como Cebolinha, Monica chamou a atenção e, em pouco tempo se tornou a estrela principal.  Tempos depois, Mauricio revelou que Monica foi baseada numa filha sua. E outros personagens que ele criou foram também inspirados em filhos, parentes e figuras de sua infância.

Num país que dá pouco valor a cultura e que de um modo geral as crianças não são estimuladas a ler, A Turma da Monica é fenômeno que dura 50 anos e que não para de vender revistinhas. Ainda que os novos tempos tenham abertos um leque de possibilidades como desenhos para TV a cabo, os gibis são o carro chefe da Mauricio de Sousa Editora que produz as historias de Monica e sua turma (a editora Panini cuida da publicação e distribuição).

É um clichê batido, mas a Monica é uma cinquentona em forma muito querida e amada que se reinventa de tempos em tempos (a Turma da Monica Jovem é um exemplo).

A Evolução da personagem que detem um numero expressivo de produtos com seu nome.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ASCENSÃO, APOGEU E QUEDA DO CAPITÃO MARVEL

OS 73 ANOS DE CRIAÇÃO DE UM DOS MAIORES HERÓIS DOS GIBIS.



Entre os anos 1938 e 1939 o Superman reinava absoluto nas bancas americanas com suas histórias calcadas na ficção cientifica. A National Comics (que mais tarde se tornaria a DC Comics) comemorava os 1 milhão de revistinhas vendidas do personagem. Uma editora concorrente, a Fawcett, viu uma possibilidade de pegar um pouco deste sucesso e através do desenhista C.C. Beck criou o Capitão Marvel. Conhecido mundialmente como Shazam, o personagem acabou conquistando bem mais fãs do que o Superman. Mais detalhes, a seguir.

O Capitão Marvel tinha um diferencial. Ele criou identificação imediata com seu publico, as crianças. Na história, o jovem órfão Billy Batson recebe super poderes do mago Shazam, após Billy falar seu nome alto. Um estrondoso relâmpago surge e transforma o jovem no Capitão Marvel, um super ser poderoso. Ao invés das crianças se imaginarem adultas agindo como Superman, elas poderiam ir mais alem e se transformar no Capitão Marvel. Uma jogada simples e eficaz. Os gibis do Capitão ultrapassaram as vendas do Super e, em pouco tempo, tinha mais dois milhões de revistas do personagem em circulação. Os gibis de Shazam também não ficavam parados no tempo e iam evoluindo apresentando novos personagens, criando um universo próprio e coeso. Incomodada com o sucesso da rival, a National decidiu processar a Fawcett por plagio. Durante anos o processo que a agora DC movia contra a Fawcett se arrastou. Até os anos 1950, quando os quadrinhos de super heróis não vendiam tanto quanto antes e a Fawcett desistiu dessa briga, descontinuando as revistas do personagem. A DC não ficou totalmente sossegada, já que no mesmo período o famigerado livro A Sedução do Inocente foi publicado. Nele, o autor acusou os quadrinhos de serem má influencia aos jovens leitores.



Foi um período complicado para as revistas em quadrinhos e as duas maiores editoras da época  DC e Timely (atual Marvel Comics) amargavam baixas vendas. Um pouco tempo depois, após as guerras mundiais, a estabilidade da economia americana e o povo americano querendo viver uma nova era, os gibis voltaram a circular com força total. Claro, sem a mesma quantidade absurda de vendas. A DC aos pouco perdia o posto de editora numero um para a Marvel e seus heróis com historias mais próximas aos dia a dia dos leitores. O plano da editora era contra atacar a rival criando mais e mais seres poderosos. Um dos planos para aumentar o numero de personagens foi a aquisição de personagens de varias editoras menores como a Charlotn Comics e a Fawcett, cujo principal super herói  Capitão Marvel, não era publicado quase 20 anos. Isso mesmo, antes a pedra no sapato da DC começou a fazer parte de seu elenco de super seres.

A bem da verdade é que até hoje, a DC soube aproveitar pouco do potencial do Capitão Marvel. Dizem que tudo é por conta do nome do personagem, coincidentemente, o nome de sua maior rival, Marvel Comics, que aproveitou os vinte anos longe das bancas do personagem e criou um personagem com o mesmo nome que confunde muita gente. Desde então  nas banca as revistas estreladas pelo personagem são chamadas de Shazam!


Durante os anos 1970, 1980 e parte dos anos 1990, o personagem foi coadjuvante de luxo e todas as tentativas de uma nova revista foram fracassos. Em 1996, a nova geração de leitores de gibis (inclusive este que vos escreve) conheceu e passou a admirar o personagem graças a sua memorável participação na espetacular mini serie O Reino do Amanhã. Na estoria escrita por Mark Waid e pintada de modo sublime por Alex Ross, Marvel, devido a seu perfil inocente, foi influenciado por Lex Luthor a acabar com todos os super seres. Com a ajuda de um parasita que controla o Capitão, ele acaba fazendo as vontades do vilão. Ninguem menos que um desacreditado Superman aparece e a luta entre os dois ficou marcada para sempre na história dos quadrinhos como um momento único. De tirar o folego. Sensacional. A história de O Reino do Amanhã é uma grande critica a industria dos gibis na época cujos os campeões de popularidade e vendas eram os heróis violentos e sem carisma com roteiros vazios. O Capitão Marvel representava a inocência dos primórdios da nona arte, enquanto o Superman fazia as vezes de indignado com a nova geração. Para mim, esta é a melhor historia em quadrinhos já publicada. Difícil de ser superada.

Mesmo com toda a história e importância para as HQs, o Capitão Marvel é um dos mais injustiçados personagens que mereciam melhor tratamento por parte da DC, indiferente do nome dele ou não. O Capitão Marvel, para os fãs, continua único e imbatível.


domingo, 17 de junho de 2012

DESCANSE EM PAZ: BATMAN


Imagine que daqui a três meses, se comemorará 20 anos da estreia de Batman - A Série Animada (tambem conhecida como O Novo Batman). O programa fez o seu debut na TV americana em 5 de Setembro de 1992, no horário nobre. Ao ver as primeiras imagens logo se percebe que não se trata de qualquer animação. Batman tem o seu visual todo dark, com estilo retrô e, sem duvida alguma, era feito para o publico adulto. Não é a toa que cenas de tiroteio, sequestros, espancamentos e torturas eram desfiladas na tela. Claro, tudo sem sangue algum já que, acima de tudo, ainda estamos falando de desenho animado e muito criança devia estar assistindo.

 O desenho reconta as primeiras aventuras do homem morcego em Gothan City, numa época em que ele assustava a população tanto quanto os bandidos. O primeiros episódios eram dedicados a recontar a origem de alguns vilões mais famosos dos quadrinhos em roteiros acima da média para um desenho. A ousadia dos produtores foi tamanha que os caras fizeram um episodio só em preto e branco e outro falado em japonês com legenda em inglês (o publico americano odeia ler legendas). Co-criado por Eric Ramdoski, Alan Burnnet e Bruce Timm Batman A Série Animada foi criada no rastro do sucesso dos filmes Batman e Batman - O Retorno, que mesmo tendo os seus defeitos, foram um arrasa quarteirão nas bilheterias no inicio dos anos 1990. Metade da equipe da animação teve o pessoal que trabalhava em Tiny Toon em seu staff e a principal influencia na criação do visual noir é o desenho criado pelo famoso estúdio Fleischer que fez uma arrojada serie do Superman na década de 1940. As cores sombrias e escuras, as histórias de mistério e suspense foram a grande inspiração para Burnett e Timm nos presentearem com essa joia rara.

                                       As cores escuras foram o diferencial da serie.


Aqui no Brasil, o desenho foi comprado pelo SBT estreando aos domingos antes do programa do Silvio Santos. Talvez devido ao seu conteúdo um pouco mais maduro do que se apresentava numa animação comum, a audiência não correspondeu a expectativa da emissora que queria se aproveitar da batmania que existia graças aos filmes. Seus 65 episódios produzidos para primeira temporada foram exibidas no programa Casa da Angelica, então recém-contratada pela emissora. Fez um sucesso razoável. Se aqui a carreira do programa foi cheia de contratempos (em parte graças ao próprio SBT que trocou a atração de horário varias vezes), nos EUA a série colecionou boas criticas e vários prêmios. O primeiro foi dado ao surpreendente episodio Coração de Gelo (Ice Heart) que conta a trágica historia do vilão Sr. Frio. e sua esposa Nora. Um capitulo triste, melancólico e espetacular.


Se já não fosse uma serie excelente, Batman a Série Animada ainda fez o favor de contribuir com a criação do universo animado da DC Comics que nos presenteou com a criação dos desenhos Superman e Liga da Justiça, entre outros. Essa divisão da Warner Bros se tornou especialista em produzir desenhos com conteúdo adulto. Se a Marvel Comics esta dominando nos cinemas, a DC manda muito bem na TV.


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Esse foi um detalhe que contribuiu para que  O Novo Batman fosse uma animação perfeita: a dublagem brasileira. Feita nos estúdios Herbert Richers no Rio o elenco contou com o talentoso Marcio Seixas no papel principal. Marcio contou em varias entrevistas que teve alguns problemas na garganta devido a voz mais grave que tinha que fazer para o cavaleiro das trevas, mas foi um trabalho que o emocionou diversas vezes e que teve bastante orgulho em faze-lo. O homem tem uma voz poderosa mesmo e até hoje empresta o seu talento nas animações produzidas para DVD. Ainda tivemos o falecido Darcy Pedrosa (voz de Jack Nicholson) como Coringa, Isaac Bardaavid (Wolverine) como Comissário Gordon, Marlene Costa (professora Helena em Carrossel) fazendo uma voz sensual para Mulher-Gato e muitos outros talentos da dublagem nacional que, ou estão mortos, ou estão trabalhado pouco por que a maioria das produções estão sendo dubladas (e mal, diga-se de passagem) em São Paulo.



sábado, 2 de junho de 2012

A SEMANA

>>>: HERÓIS GAYS CRIAM POLEMICAS: Os fãs de Alan Scott, o primeiro personagem a ser apresentado como Lanterna Verde em 1942, caiu na boca do povo após tantos anos praticamente esquecido. Na reformulação da DC Comics chamada Os Novos 52 (cuja versão brasileira chega em bancas este mes de junho) muitos super seres tiveram suas origens alteradas. Nem mesmo a mudança que fizeram na origem Superman causou tanto furor quanto a nova versão de Scott que agora é um coroa gay, que tem um namoro sério com um rapaz. No lado da concorrente Marvel, uma edição especial de Astoninshing X-Men foi lançada promovendo o casamento entre o personagem Estelar Polar e seu noivo. Alem de consiguirem uma publicidade, as editoras unem esforços na tentativa de mostrar aos leitores que o mundo é de todos, independente de cor, credo ou orientação sexual.



>>>: CLÁSSICOS DE VOLTA AS BANCAS: Mesmo as bancas estarem abarrotados de mangás de todos os estilos, três classicos voltam as bancas em novas edições que corrigem os erros da primeira versão. Dragon Ball de Akira Toroyama terá 190 paginas mensais publicadas pela Panini mostrando as aventuras do jovem Goku em busca das esferas do dragão que, quando reunidas, realizam qualquer desejo. Pela JBC voltam Os Cavaleiros do Zodíaco e Card Captor Sakura. O primeiro, dispensa apresentações e terá uma edição mais próxima ao original japones. Em Sakura temos uma garota que ganha poderes para capturar as cartas magicas que causam estragos quando soltas.








domingo, 27 de maio de 2012

A SEMANA

>>>:CARROSSEL ARRASANDO: Segunda teve a estreia do remake brasileiro de Carrossel um grande sucesso da década de 1990. Praticamente contando a mesma história - apenas modernizando situações - o melodrama infantil conseguiu números expressivos de audiência na casa dos dois dígitos. Claro que o SBT esta rindo a toa, principalmente por que a ultima vez que a emissora conseguiu tamanha repercussão, foi em 2008 com a reprise de Pantanal da Manchete. A novela já está causando furor e, dizem os especialistas, que um novo fenômeno esta vindo por ai e que, também, a atração conseguiu algo impossível, tirar as crianças da frente dos maiores concorrentes da TVs abertas: internet, vídeo games e TV a Cabo.




>>>: OS NOVOS 52: A Panini Comics está fazendo uma campanha sem precedentes para relançar a linha DC Comics no Brasil. Como ja comentei aqui no Badfish, a editora de Superman fez um reboot no seu universo de super-heróis e os relançou para uma nova geração de leitores. A ousada estrategia rendeu bons frutos e alguns meses vários títulos da DC estão entre os mais vendidos nos EUA (apesar de ainda Marvel Comics deter os numero maior de vendas). Os fãs ficaram surpresos com o tratamento que a Panini dará a essa nova fase da editora americana. Eles vão lançar as 52 revistas! Para quem sempre reclamou que uma coisa ou outra ficou de fora...

>>>:A VOLTA DE KUNG FU: Para os assinantes de TV a cabo que possuem em seu pacote o canal TCM (infelizmente, presente nos mais caros) fica a dica da reestreia no pais da serie clássica Kung Fu. Grande sucesso dos anos 1970, o seriado conta a historia de um monge (David Carridine) em busca de justiça, mas sempre mostrando o lado zen das artes marciais.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

MAS COMPANHIAS: LIGA DA JUSTIÇA - LEGIÃO DO MAL

LIGA DA JUSTIÇA: LEGIÃO DO MAL
Justice League: Doom, EUA, 2012. Dir.: Lauren Montgonery
Com as vozes de Marcio Seixas, Guilherme Briggs, Pricila Amorin,   
Philipe Maia, Marcelo Garcia, Dario de Castro e outros.


Chega as lojas e locadoras a mais nova produção animada da Warner Animation/DC. Em Liga da Justiça: Legião do Mal um grupo de inimigos dos membros da Liga da Justiça se reúnem num plano perfeito para derrotar os heróis. Sob o comando de Vandal Savage, a Legião do Mal consegue neutralizar os integrantes da Liga usando o ponto fraco de cada. Derrotados, Superman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Flash e Caçador de Marte nem imaginam que Batman está por trás do plano quando Savage rouba do Batcomputador os dados e fraquezas de cada herói que o morcego tinha arquivado para uma eventualidade.


Baseado no arco de historias Torre de Babel publicada no ano 2000 na revista Justice League, o longa de pouco mais de uma hora de duração foi o ultimo trabalho escrito por Dwayne Mcduffie que morreu em 21 de Fevereiro de 2011 em decorrência de uma complicação numa cirurgia no coração. Ao lado de Shonda Rymes, criadora de Grey's Anatomy, ele era um dos poucos roteiristas negros a fazerem sucesso em Hollywood. McDuffie conhecia como poucos os personagens que escreveu neste filme, afinal, ele foi o principal roteirista das series Liga da Justiça e sua continuação LJ - Sem Limites. Ele criou uma aventura empolgante, já que todos os personagens ficam a beira da morte e a grande sacada é saber como eles saíram dessa. O grande destaque, como sempre, fica para Batman. Considerado traidor pelos amigos, ele cria uma ótima defesa dizendo que a LJA é a arma mais poderosa do mundo e, se algum dia, algum deles se voltasse contra, ele saberia o que usar para derrotar. 

Com uma otima animação, o desenho pode ser acompanhado por aqueles que não  assistiram a serie de TV e longas anteriores, ja que é uma aventura fechada. No Brasil, ganhou a versão brasileira do estudio Cinevideo, que teve o cuidado de traduzir expressões e dialgos com perfeição. Sem falar que as vozes são as mesmas do seriado, com a volta do talentoso Marcio Seixas como Batman, que ele dubla eventualmente desde de 1992 no desenho O Novo Batman.  Para quem é fã, qualquer detalhe conta. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ARRISCANDO TUDO



A DC Comics está renovando suas estruturas para aumentar ainda mais as vendas de gibis. Uma decisão, no minimo arriscada, foi tomada no final do ano passado quando a editora zerou todos os títulos, cancelou e lançou muitas revistas e o pior de tudo (para os fãs mais xiitas) alterou uniformes, origens e apagou anos de cronologia de seus principais personagens: Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Lanterna Verde, Liga da Justiça e outros tantos. 


Para alivio de seus responsáveis, a estratégia, considerada kamikase por muitos, deu certo até agora e no mês de Janeiro a DC dominou o Top 10 das revistas mais vendidas. Outra estratégia que chacoalhou o mercado é a venda digital dos quadrinhos. A versão em pixel custa um dólar a menos que a de papel. O que os editores da editora tem em mente é a renovação dos personagem para os apresentarem para os novos leitores, a geração que cresceu na era digital e faz tudo on line. Mas a grande a responsável por essa mudança é a distinta concorrência, Marvel Comics. Desde que a editora do Homem- Aranha, X-men e Capitão América foi adquirida pelo conglomerado da Disney uma preocupação surgiu. Com toda a estrutura do grupo do Mickey a disposição, a Marvel tinha tudo para se tornar ainda mais forte no mercado. A DC agora é DC Entertaiment e usara toda a estrutura do grupo da qual faz parte, a Warner Bros. É uma disputa acirrada, afinal, a Marvel está reinando absoluta nos cinemas que puxam leitores para os quadrinhos, jogos e toda a quinquilharia possível. A DC só tem a franquia do Batman que dá bons resultados nas bilheterias. 


Outra decisão polemica tomada pelos executivos da editora é a nova identidade visual. Seu novo logotipo é considerado por muitos feio e que nada lembra os últimos logos usados que aparentavam ter uma relação de evolução entre si. Este novo é considerado muito moderninho e sem relação alguma com os quadrinhos.  Essa jogada toda só terá resultados a longo prazo e a unica coisa que nós fãs esperamos é que com essa mudança toda, que pelo menos traga boas histórias para nós lermos.






                     evolução do logotipo da editora, o novo é considerado                   
                         modermo, mas nada a ver com os quadrinhos 
                        
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Mesmo estando no Top 10 revistas mais vendidas, nos números totais a DC ainda não domina. A Marvel ainda detém 3% a mais do total de gibis. O único campo que editora do Superman ainda não foi superado por sua rival é o da animação. Desde de 1992, ano da estreia de Batman - The Animeted Series (O Novo Batman, no Brasil), a DC da um show ao fazer uma grande homenagem ao seu panteão de super-heróis. Os próximos projetos animados também são campões de criticas positivas como Superman, Liga da Justiça Sem Limites e o mais recente, Justiça Jovem em cartaz no Cartoon Network. Ainda tem a estreia de Lanterna Verde. Mas o grande destaque é a adaptação de grandes (ou nem tanto assim) gibis para DVD e Blue Ray diretamente para vendas. Perolas como Mulher-Maravilha, Lanterna Verde - Primeiro Voo, A Morte do Superman, Batma sob o Capuz Vermelho, Liga da Justiça A Nova Fronteira são ótimas animações de uma hora e quinze em média cheia de boas histórias, animação decente e muita porrada.  Neste quesito, a DC pode respirar aliviada, a Marvel ainda nos deve um desenho a altura dos citados acima.