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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

LISTA: AS MELHORES ESTREIAS DE 2013

Ano bem interessante para os fãs de séries como eu.  Apesar de muitos títulos estrearem, poucos conseguiram chamar a minha atenção. A lista abaixo é baseada em produções que começaram a ser exibidas em 2013 e, claro, são de preferencia pessoal.

BATES MOTEL
Exibição no Brasil: Canal Universal



Mesmo sendo baseado em um dos suspenses mais famosos do cinema, Bates Motel conseguiu chamar a atenção. A série tem uma bela fotografia, interpretações acima da média e uma trama envolvente. Destaque para a mãe e filho mais estranhos dos últimos tempos: Norman Bates (Freddie Highmore) e Norma Bates (Vera Farmiga). Highmore mostrava seu talento desde pequeno em produções como A Fantástica Fabrica de Chocolate e Em Busca da Terra Encantada. Ele encarna o famoso personagem mostrando aos poucos a personalidade debilitada que virá a cometer os assassinatos do filme Psicose. Ja Vera, uma bela e talentosa atriz que faz Norma a personagem que todos amam odiar com sua atitude super protetora com o filho e, renegando ao outro.




BROADCHURCH
Exibição no Brasil: Canal GNT




Seja filme, seja novela, seja seriado, sempre o famoso "quem matou?" chama a atenção para uma história.  A trama gira em torno das investigações do assassinato do menino Danny. Ja no primeiro episodio, várias suspeitas são lançadas e a identidade do assassino surpreendeu a todos que acompanhavam a mini serie que ganhou status de série pelo sucesso na Inglaterra. Tanto sucesso que vai ganhar até um remake americano. A história em si já é muito bem escrita, e a cereja do bolo são as interpretações marcantes de David Tennant  e Olivia Colman. A principio os dois se estranham, graças ao comportamento difícil de Alec Hardy (Tennant).



BIG SCHOOL
Sem exibição no Brasil


Só seis episódios foram o suficientes para Big School conquistar a mim e a milhões de pessoas na Inglaterra. A produção da BBC acompanha o dia a dia de professores de um colégio de ensino médio. O sarcasmo e o embaraçamento alheio se tornaram especialidades da série que tem um grande elenco liderados pelos excelentes David Willians, Caterine Tate e Phillip Glenister.





HELLO LADIES
Exibição no Brasil: Canal HBO


O grandalhão Stephen Merchand co-criou e estrela está mais nova comédia da HBO, Hello Ladies. Ele faz Stuart um inglês metido a sabichão que está em Los Angeles atrás das mulheres de seus sonhos. Mas ele não tem muito jeito para encontros o que gera uma série de situações constrangedoras. Hello Ladies é a produção americana com jeitão de inglesa.





LINE OF DUTY
Exibição no Brasil: + Globosat


Policial da BBC nota 10 acerca do policial da corregedoria Arnott (Martin Compson) que tem a missão de desmascarar um outro policial, Gates (Lennie James) com a ajuda da agente infiltrada Fleming (Vicky Mcclure). Gates até parece um bom policial mas se envolve numa espiral de traição e crimes que resulta num dos finais de temporada mais surpreendentes deste ano.




MASTERS OF  SEX
Exibição no Brasil: HBO


Muito do que se sabe sobre sexo hoje em dia devemos ao doutor Willian Masters (Michael Sheen) um pioneiro na ciência humana da sexualidade. Durante anos ele assistia casais fazendo sexo e, a partir de suas pesquisas definiu o comportamento de homens e mulheres durante o coito. Ele só foi adiante a sua pesquisa com a ajuda de sua assistente Virginia (Lizzy Caplan) uma moça a frente de seu tempo. A série é ótima não só por que se trata de sexo (cenas de nudez e felação estão presentes em todos os episódios) mas por se tratar de uma história real, tudo fica mais interessante. O elenco é excelente principalmente os protagonistas Michael Sheen e Lizzy Caplan.




ORANGE IS THE NEW BLACK
Exibição no Brasil: site Netflix


O site Netflix tem ganhando cada dia mais assinantes. Por apenas uma taxa por mês, os assinantes dispõe de um invejável catalogo de séries e filmes novos e clássicos. Diferente das TVs a cabo, que sempre apostam no mais do mesmo, o Netflix trás e produz ótimas atrações. Uma das mais interessantes é a série Orange is The New Black. Chamada de OZ para mulheres, o seriado conta a história real de Piper Chapman (Taylor Shilling) uma garota que é presa como "laranja" ao tentar traficar drogas. Apesar de ter uma protagonista, o seriado acaba focando na vida de outras presas e como era a vida delas fora da prisão. Série repleta de humor negro, violência e drogas.




THE CRAZY ONES
Sem exibição no Brasil


Esta atração chamou a atenção por trazer a volta de Robin Willians a TV após mais de 20 anos e de Sarah Michelle Gellar após a bomba que foi Ringer. Os dois são pai e filha que comandam uma agencia de publicidade. A trama explora uma velha máxima da TV onde um individuo é carismático e outro mais reprimido. A produção executiva é de David E. Kelly (de Ally Mcbeal) e posso dizer que, apesar de legal, falta um algo a mais na série. Talvez um pouco mais de ousadia. Infelizmente, os erros de gravação exibidos no final, são mais engraçados do que a série, mas ela tem potencial.




THE GUILTY
Sem exibição no Brasil


A unica produção desta lista que não é um seriado, a mini serie em 3 capítulos The Guilty gira em torno das investigações acerca de um assassinato de um garoto. Apesar das semelhanças de enredo com Broadchurch, a história tem outro ponto de vista e se passa em dois períodos de tempo, em 2008 ano do crime e em 2013 quando acharam o corpo do garoto. Muitos suspeitos desfilam na tela apenas para enganar os espectador. História boa é assim, te prende e te surpreende.




THE FALL
Exibição no Brasil: GNT


Esta série chamou a minha atenção apenas por um nome: Gillian Anderson. A ex-estrela de Arquivo X interpreta mais uma vez uma detetive. Neste programa, ela é Stella Gibson uma detetive especialista em serial killers atras de um bandido que tortura e mata jovens e belas mulheres. A identidade do criminoso já sabemos desde o inicio (é o pai de família Paul interpretado por Jamie Dornan), mas como ela investiga e descobre a identidade dele é que a graça do show. Mais uma mini serie excelente que ganhou o status de seriado ao ter a segunda temporada aprovada para produção.





terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A TERCEIRA TEMPORADA DE HOMELAND CHEGA AO FIM

ATENÇÃO: ESTE ARTIGO CONTEM SPOILERS. 


A sensação que se tem quando uma serie favorita sua chega ao final de uma temporada é de tristeza. Só de pensar que teremos que esperar no minimo mais 5 meses para ver novos capítulos é frustrante. Para muitos críticos, o final da terceira temporada de Homeland foi um alivio. Em cada revista que leio, ou site que visito, as opiniões são as mesmas, a série já não é mais a mesma. As vésperas de estrear nas madrugadas da Rede Globo, é uma tremenda propaganda negativa. A bem da verdade é que o primeiro ano foi espetacular, ficando boa na segunda e, bem, legal na terceira. Fora dos trilhos ou não, Homeland é o tipo de série que quando fica ruim é boa. Na média, ela é excelente. 

Neste terceiro ato das desventuras da problemática agente da CIA Carrie (Claire Danes) ela tenta levar a vida longe dos braços de seu amado Nicholas Brody (Damien Lewis) que foi acusado de destruir Langley a central da agencia. Ela disfarça fazendo sexo com estranhos e tem que lidar com as investigações acerca da explosão que Brody - supostamente - cometeu. Até que o novo diretor da CIA Saul (Mandy Pantinkin) deseja ver a moça longe do trabalho a trancando num manicômio. O grande protagonista da série este ano foi Saul e suas questionáveis decisões como diretor. Mas ele é cobra criada e tem um plano junto com Carrie para resgatar Brody que está sumido no mundo. 



Talvez, o grande defeito da série esta temporada foi esticar uma trama que poderia ter sido resolvida em bem menos capítulos. Como já comentei, só mesmo um programa ousado como Homeland para se dar ao luxo de ter seus dois protagonistas debilitados numa cama de hospital cada um e seguir o roteiro com os personagens secundários. Falando nos personagens, ficou difícil de engolir o sumiço da família Brody. A bela Jessica (Morena Baccarin) teve um momento de destaque logo no inicio do ano quando sua filha Dana (Morgan Saylor) decidiu viver a vida renegando ao pai. Alias, infelizmente, foi noticiado que as duas atrizes não fazem mais parte do elenco fixo voltando para participações recorrentes no próximo ano. Quem ganhou um up foi o ator Rupert Friend como Quinn um agente bom de tiro. Mas ele teve bem mais participação como astro especialmente convidado do que parte do elenco fixo. Essas decisões tomadas pelos roteiristas me incomodou haja visto que nem mesmo um fim a maioria dos personagens teve.



Falando em fim, o episodio final teve cara de final de série pois todos as pontas soltas foram amarradas. Tudo indica que o próximo ano será focado apenas em Carrie, já que, aparentemente, o restante dos personagens perdeu a função dramática dentro da série. Principalmente após o que ocorreu com Brody. Apesar de regular, essa série é bem melhor do que muitas exibidas atualmente e será mais um período de angustia esperar pelo quarto ano que vai ser um novo começo para Homeland.

Saul, o protagonista da terceira temporada

domingo, 15 de dezembro de 2013

OS DIAS DE KHAOE

Dia 05 de dezembro de 2013 ficará marcado na história mundial pela morte de Nelson Mandela. Se todo o cidadão do planeta fizesse 1% do que este homem fez pelo seu povo na Africa do Sul, com certeza aqui seria um lugar melhor para se viver. Um de seus atos mais emblemáticos pode ser visto no filme Invictus do diretor Clint Eastwood, que fala sobre um dos primeiros atos de Mandela ao assumir a presidência da Africa do Sul: a união de brancos e negros através do Rugby, um esporte que ganha mais e mais adeptos no mundo, inclusive no Brasil onde o campeonato brasileiro foi encerrado recentemente (foi transmitido pelos canais Sport TV). Antes de assumir a presidência do país, porem, ele passou anos na cadeia por lutar contra a onda do apartheid que infestou aquele pais durante anos. Nelson Mandela, RIP.



Os seriados que acompanho semanalmente estão a poucos capítulos de encerrarem mais uma temporada. Em Homeland, temos a temporada mais diferente de todas. Diferente dos anos anteriores, nem todos os personagens principais estão presentes em todos os capítulos. Até o episodio exibido na ultima semana, o segundo protagonista Brody (Damian Lewis) apareceu pouco e Saul (Mandy Patinkin) era o centro das atenções. Foi interessante o episodio 9 quando os dois protagonistas estavam debitados em camas (jamais tinha visto isto em um seriado de TV). Carrie (Claire Danes) havia levado um tiro de Quinn (Rupert Friend) pois ela ia atrapalhar um plano da CIA. Já Brody acabou se tornando um viciado em drogas. As coisas voltaram ao normal esta semana num capitulo tenso do começo ao fim. Brody foi recrutado pela CIA para se passar de espião para pegar o mais novo vilão iraquiano. A revista Rolling Stone deste mês trás varias reportagens sobre séries de TV, entre elas, Homeland. A matéria faz uma critica de como o show saiu dos trilhos nos últimos tempos. Pontos de vista diferente, para mim, Homeland está apenas diferente nesta temporada. Quem gosta de comparar o remake com o original, o canal + Globosat adquiriu os direitos sobre a série que deu origem a Homeland, Hatifum que, segundo critica, é bem interessante.

Quem diria que a morte de Paul Walker comoveria tantas pessoas? No Facebook foram milhares de postagens falando sobre o ator. Guardadas as devidas proporções, não vi tantas manifestações com a morte de Mandela. Mas toquei nesse assunto para falar sobre como a TV a cabo se aproveitou da morte do ator e exibiu varias vezes os filmes da cine serie Velozes e Furiosos. Como se Paul só tivesse feito isso na carreira.

Li em alguns sites sobre a preocupação da Rede Globo com a audiência de suas novelas. A melhor em exibição (pelo que posso perceber do entusiasmo de minha tia ao assistir) é Joia Rara co escrita por duas talentosas autoras. Para a audiência baixa desta novela, a emissora poe a culpa no horário de verão e a época das festas de final de ano onde a tendencia das pessoas é assistir menos televisão, pois tem uma vida social para viver, né Globo? Ja a trama das 7 o que mais preocupa a emissora é a rejeição do publico aos personagens, historias e afins. É uma novela que fala sobre pessoas que querem se encontrar na vida. Faz anos que não acompanho novelas da Globo e, pelo que pude perceber, esta produção, como a sua anterior, Sangue Bom, tem cara demais de Malhação ao ter protagonistas adolescentes sem graça. Falei tudo isso só para tocar no assunto de uma novela que estreou no SBT dias atrás. A simpática Por Ela Sou Eva é inédita e conta a historia de um mulherengo (Jaime Camil, de A Feia Mais Bela e As Tontas Não Vão Ao Céu) que tem que assumir uma nova identidade como Eva para se livrar de uma enrascada. Nisso, ela acaba amiga de Helena (Lucero, de Chispita, Manhã é Para Sempre e a inédita Sou Tua Dona) e acaba se apaixonando pela moça. No elenco, ainda tempos Helena Rojo (O Privilégio de Amar) e Patricia Navidad (Manancial). A história é engraçada e animada e tem tudo para agradar ao publico que pensa que os mexicanos só fazem dramalhão. Apesar de capengar em audiência em vários horários, são as tramas mexicanas que mantem o vice lugar da emissora nas tardes. O SBT devia investir em mais tramas inéditas da Televisa.

Lucero e Jaime Camil em Por Ela Sou Eva


Para finalizar, numa zapeada lembrei de como é interessante o Canal Brasil e seu objetivo de manter viva a memória do cinema brasileiro que, já teve fases que sobreviveu sem apelar para violência, palavrões e sexo. Mas o que eu vi, foca isso tudo indiretamente. O documentário Rita Cadillac - a Lady do Povo acompanha um pouco do dia-a-dia da ex-chacrete. As vezes aparecendo glamourosa e em outros momentos simples e com pouca maquiagem, Rita conta sobre sua vida e como foi parar no showbizz. Após sair de casa devido as armações do primeiro marido, Rita passou por uma situação a qual se viu obrigada a se prostituir para se sustentar e a seu filho (esse foi uma das duas cenas na qual ela chorou). Deixando o pequeno com a avó (que não é a mãe dela, que sumiu sem dar noticias) ela conheceu uma garota que a levou para participar do show comandado por Haroldo Costa, que levava um pouco da cultura brasileira (lê se carnaval e mulheres) para o mundo. Até que foi descoberta pela produção do Chacrinha, grande apresentador de TV. As assistentes de palco eram chamadas de chacretes e cada um ganhava um apelido para fácil identificação do publico (você achava que as paquitas eram originais?). Este apelido surgiu devido as curvas bem distribuídas pelo corpo da moça e na época era comum comparar mulheres com os carros Cadillac. Rita conta sobre os momentos mais importantes de sua carreira como quando foi convidada a cantar para milhares de homens na serra pelada, de quando seu empresario a lançou como cantora e quando, por necessidade, fez filmes pornôs. Alem de conhecer um pouco sobre a pessoa fiquei admirado com a sinceridade de Rita em dois momentos quando ela fala que fazia as históricas apresentações para os presos no Carandiru de graça e quando ela diz que seu cérebro é sua bunda e foi graças a ela que ela se fez na vida.

Rita Cadillac a Lady do Povo

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

SOUND TRACK - A MUSICA DE CINEMA

URGE OVERKILL - GIRL YOU'LL BE A WOVAN SOON - TRILHA SONORA DO FILME PULP FICTION - TEMPO DE VIOLÊNCIA



Um detalhe a mais nos filmaços de Quentin Tarantino é trilha sonora que acompanha essas produções. As musicas escolhidas pelo próprio diretor são quase como um personagem a mais.O clássico dos anos 1990 Pulp Fiction - Tempo de Violencia é uma prova disso. 

video do you tube

domingo, 1 de dezembro de 2013

25 ANOS DE SUBLIME


Era o verão de 1988 quando o Sublime fez seu primeiro show oficial em sua cidade natal, Long Beach na Califórnia EUA. O que era pura diversão, a partir daí, se tornou coisa séria para Bradley (vocais e guitarra), Bud (bateria) e Eric (baixo). O trio não virou a sensação como Red Hot Chilli Peppers, que surgiu no mesmo tempo e Brad nunca será citado entre os artistas que morreram com 27 anos, mas para seus fãs, suas musicas, as letras polemicas e toda a energia que banda transmitia através delas, ficará marcada para sempre em suas memórias.

                                                              Dois litros de bebida
Diga-me você é um peixe ruim também 
(Você é um peixe ruim também?)
Não tenho dinheiro para gastar
Eu espero que a noite nunca termine
Deus sabe que eu estou fraco
Será que ninguém vai me tirar deste recife?

trecho de Badfish do álbum 40 Oz to Freedon, 1992.

Assim como 99,9% das pessoas, conheci o Sublime através da musica Santeria que invadiu as rádios brasileiras em 1996. A guitarra chorosa e a voz melosa de Brad ficaram marcadas em minha mente e corri para comprar um CD de coletâneas de uma revista que trazia Sublime como um dos destaques. Pobre Khaoe, que era inocente o suficiente para não comprar logo o álbum da banda. A segunda musica que eu (e mais 99,9% da pessoas) conheceu foi What I Got. Depois veio Wrong Way e Doin' Time. Então tive que comprar o álbum Sublime de 1996 que eu achei um máximo com a foto de um cara com uma tatuagem com o nome da banda. Depois que virei fã é que descobri que o cara era Bradley e que ele havia morrido. Não haveria mais o Sublime, a primeira banda que virei fã de verdade. 

Agora eu tenho a agulha
E eu posso tremer
Mas não posso respirar
Você pode me tirar isso, mas eu quero cada vez mais e mais
Um dia vou perder [essa] guerra

trecho de Poolshark do álbum Robbi'n the Hood

Não sei se sinto pena ou culpo Brad por ele ter morrido de overdose de heroína. Por causa disso, a banda interrompeu uma carreira que poderia ter sido - ou não - bem sucedida. O vocalista foi vitima de um trauma na infacia onde viu seus pais se separarem. Quando ele entrou na adolescência, passou a conviver mais com o pai que morava nas Ilhas Virgens e o deixava mais a vontade. Nesse período, Brad conheceu o reggae, as ervas e as bebidas.  Este trio foi fundamental para sua formação e decidiu seguir carreira musical. Ele conheceu Eric e  formaram uma banda chamada Hogan's Hero. Um tempo depois, Bud surgiu e eles decidiram formar o Sublime. Segundo biografias, Brad caiu fácil na tentação das drogas e subia ao palco visualmente tomado por elas. Ele viveu intensa e perigosamente. Algumas letras faziam apologia ao uso das drogas, outras ele confessava que estava se entregando. Mesmo com a ajuda da família e amigos ele se tornou um viciado.

Eu e minha garota temos esse relacionamento.
Eu gosto tanto dela mas ela me trata tão mal
Estou preso como em uma penitenciária
Ela espalha seu amor por todo lugar
E quando ela chega em casa não sobra nada para mim
                              
                                                                                   trecho de Doin' Time do álbum Sublime (1996).

A banda criou um estilo único. Nenhuma musica era igual a outra, obviamente, mas digo no sentido do ritmo. No álbum de estreia, 40 Oz to Freedon (1992), era uma mistura de rock, punk, reggae, surf music, hard core. Essa mistura toda formou a fama da banda. que, com o relativo sucesso do primeiro disco garantiu um contrato com uma gravadora que lançou o polemico Robbi'n The Hood (1994). O estilo era bem diferente novamente. E o rap dominou algumas faixas. Mas Brad tinha planos alem  mar da Califórnia e com a ajuda de um amigo e produtor fizeram Sublime (1996), o álbum repleto de hits, entre eles o mais conhecido Santeria. Mas Brad nem chegou a sua banda a fazer sucesso. Nem seu filho crescer. Ele morreu no inicio do fama mundial.

Bradley Nowell era um poeta. Mesmo que suas letras falem sobre drogas ele foi o autor de frases como "fumo dois baseados e eles me deixam legal" e "as vezes eu amo mais você do que a mim mesmo". Até hoje curto sua musica, sua obra. A banda e a vida, continua.





IMAGEM DA SEMANA


Este domingo, 01/12, os brasileiros acordaram com a triste noticia do falecimento do ator Paul Walker. Paul completou no ultimo 12 de setembro 40 anos. Para quem só conhecia o ator da cine série Velozes e Furiosos, ele já batalhava na carreira desde de 1986 quando ganhou um papel no filme Monstro do Armário. Mas até se destacar como protagonista ele fez diversas participações em séries de TV e pequenos papeis em filmes até que em 2001 ele conseguiu o papel do policial infiltrado em Velozes e Furiosos, filme que já conta com 6 sequencias, sendo que na parte 6 ele voltou a convite da Universal, estúdio que lucra com a marca. Atualmente, Paul filmava a parte 7 e se preparava para divulgar seus novos filmes Veículo 19, Hours, Pawn Shop Chronicles e Brick Masions, todos com estreia marcada para 2014. Para mim, seu melhor papel foi o que ele fez no drama tocante O Anjo de Vidro onde atuou ao lado de Susan Sarandon e Penelope Cruz. Paul, RIP.

MÁS COMPANHIAS: A GAROTA

A GAROTA (THE GIRL) EUA, 2012                    

DIREÇÃO: JULIAN JARROLD.
COM TOBY JONES, SIENNA MILLER,
IMELDA STAUTON E PENELOPE WILTON






A conturbada e polemica relação entre o diretor Alfred Hitchock e a atriz Tippi Hedren durante os anos de 1963 e 1964 foi contada neste telefilme produzido pela HBO em 2012. A obra, como dito no inicio da produção, foi baseado em depoimentos colhidos de Tippi e de membros da equipe de filmagens.

Hitchock (Toby Jones, que já havia interpretado outro personagem real, o escritor Trumman Capote) conheceu Tippi (Sienna Miller) através de sua esposa Alma (Imelda Stauton, de Harry Potter e a Ordem da Fênix) que achou que a câmera se apaixonava pela garota. Mas não foi bem as câmeras que fizeram isso. De acordo com a produção, Hitch desenvolveu uma obsessão pela atriz ao ponto de tenta-la agarra-la a força. Todos sabiam da obsessão do cineasta pelas louras, haja visto que as personagens femininas principais de suas obras eram feitas por louras. Mas por Tippi ele desenvolveu uma relação que a atriz teve que suportar devido a um contrato que a impedia de abandonar os sets de filmagem. 



Tippi era uma completa desconhecida quando foi escolhida por Hitch para fazer o papel de Melanie Daniels uma garota dona de si que vai atrás de um homem numa cidade litorânea e é atacada por um bando de pássaros. O filme Os Pássaros foi a obra de Hitchock que se seguiu após o sucesso estrondoso de Psicose. Foi mais um trabalho em que o diretor brigou com o estúdio para fazer, visto que os produtores não acreditavam no potencial da história, que nem havia sido escrita por inteiro. Os bastidores da produção foram tumultuados com os constantes assédios que o diretor fazia a estrela. Era sabido de todos, inclusive pela esposa Alma. A pressão em cima de Tippi ainda continuaria durante as filmagens de Marnie - Confissões de uma Ladra.

Loura verdadeira

Loura falsa

O telefilme optou pelo lado polemico ao focar a obsessão de Hitchock por Tippi. Foi sugerido que o diretor realizava seus desejos apenas só de encostar na moça. Porem, seu lado excêntrico como visto em Hithcock outro filme a mostrar a relação entre o realizador e outra de suas louras, foi suavizado. Em muitos momentos, da-se a impressão que ele é um maniaco sexual. Uma reconstituição de época impecável e ótima interpretação dos atores tiram o filme da armadilha fácil que é uma obra baseada em fatos reais, que tendem a serem entediadas em alguns momentos. 


O filme explora mais uma faceta daquele que é tido como um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos. Ele pode ter sido um sujeito difícil de lidar (como bem soube a secretaria feita por Penélope Wilton de Downton Abbey), mas deixou um legado através de sua filmografia que fascina as pessoas até hoje.

Encontro de Tippis

sábado, 30 de novembro de 2013

OS DIAS DE KHAOE

Quem diria, mas já fazem 34 24 anos que este servo (como diz o Kenshin Himura de Samurai X) veio ao mundo. E pensar que milhões de espermatozoides disputaram comigo o privilegio de vir a vida. Está certo, nos últimos tempos está sendo uma porcaria estar nesse mundo com tanto crime hediondo, corrupção em todos os setores, musicas lixo sendo escutadas por crianças, e, acima de tudo isso, a falta de respeito que os seres humanos tem uns com os outros. Não muito diferente do reino animal, a diferença, é que pensamos racionalmente.

Gosto muito de ter crescido nos anos 1980 e vivido a adolescência nos anos 1990. Eu cresci assistindo as séries japonesas, aos filmes de terror e as comédias jovens da Sessão da Tarde. Ja na fase jovem presenciei o boom dos desenhos japoneses capitaneado pel'Os Cavaleiros do Zodíaco. Aos poucos fui deixando os animes e desenhos de lado, porem, sem nunca esquece-los, e fui me interessando pelas séries americanas. As que eu tenho como lembrança de gostar por primeiro são Lois e Clark: As Aventuras do Superman, Plantão Médico e Melrose. Logo a seguir, vieram aquelas que são minhas paixões verdadeiras como Arquivo X e Buffy - A Caça Vampiros.

Só escrevo este blog graças as revistas informativas de cultura pop que lotavam as bancas a época do sucesso dos Cavaleiros. Escrevo só sobre o que gosto e possuo o plano de apresentar aos leitores do Badfish, as produções que acho mais interessantes. Agora na fase adulta, mudei um pouco meus conceitos e fui atras de novas séries. Hoje, adoro as séries britânicas e tenho muita admiração pelo material produzido pela BBC, um exemplo de como tem que ser um canal publico. Seus concorrentes não ficam para trás e produzem perolas como Mad Dogs (canal Sky 1) e Downton Abbey (ITV). Hoje admiro os seriados americanos produzidos para a TV a cabo como Veep (HBO) e Homeland (FX). E os de comédia como The Office e 30 Rock.

Apesar de dezenas de novas produções surgindo ano após ano, é engraçado que nos finais de semana quando da um tempo de ver televisão, divido novos (Homeland, Downton Abbey) com antigas produções (Buffy 6ª e 7ª temporadas dubladas que ainda eram inédias no Brasil e Millennium). Será que não tem novas series interessantes ou as antigas ainda são melhores? Eu tento até ver novos seriados como Longmire e American Horror Story e The Walking Dead, mas me desinteresso logo.

Dizem que não podemos nos prender ao passado, mas se tratando da cultura pop, as melhores coisas produzidas foram no passado! Hoje, não gasto "rios de dinheiro"  com um gibi só por que tem tal personagem estampado na capa, procuro saber a opinião de profissionais antes de comprar. Os seriados novos geralmente me interesso ou pelo tema ou por um ator ou atriz que gosto.

Encerro esta postagem ao lembrar de mais um episódio de Buffy que estou assistindo novamente. Em "Dead Things" há um interessante e sensacional dialogo entre Buffy (Sarah Michelle Gellar) e Spike (James Masters) quando o vampiro oxigenado diz para a caçadora: "Você machuca quem você ama". Ele se referia a fase em que Buffy estava tendo um caso com ele e sempre o botava para correr com vergonha de seus sentimentos. Mas tenho certeza, o roteirista do episódio falou de modo geral, de como a gente magoa mais quem está por perto do que os estranhos na rua.

Khaoe em 1981

Khaoe em 2013



domingo, 24 de novembro de 2013

IMAGEM DA SEMANA


Uma das duplas mais famosas dos anos 1980 volta se reunir. Michael J. Fox e Christopher Lloyd voltarão a contracenar em The Michael J. Fox que aqui no Brasil vai ao ar no canal Comedy Central. No programa, o ator interpreta Mike um pai de família que tente lidar com sua doença com bom humor. A participação de Lloyd irá ao em Janeiro nos EUA e, possivelmente, em março no Brasil. O programa de Fox, apesar de simpatico, não vem agradando muito a audiencia do canal NBC que exibe a série no EUA. A solução encontrada por Michael, que é um dos produtores do seriado, e dos roteiristas foi brincar um pouco mais com o passado do ator chamando para participações na série atores e atrizes envolvidas em projetos passados dele. A dupla Michael J. Fox e Christopher Lloyd fizeram uma das parcerias mais carismáticas do cinema interpretando Marty Mcfly e Dr. Brow na clássica trilogia De Volta para o Futuro

terça-feira, 19 de novembro de 2013

QUANDO UMA SÉRIE SURPREENDE


Ha um pouco a mais de 15 anos, acompanhávamos a segunda e perfeita segunda temporada de Millennium. A série de Chris Carter saiu do que se propunha e entrava num terreno perigoso quase beirando ao deboche. O seriado teve que se reinventar para as plateias americanas que consideraram a primeira temporada violenta e macabra. E tem o detalhe do monstro da semana que estava deixando a série repetitiva e cansativa.

Assim o Chris Carter deixou um pouco a produção de lado para cuidar de Arquivo X (esse sim, no auge da carreira) e deixou o barco no comando de Glen Morgan e James Wong. A dupla de roteiristas simplesmente ajudaram a criar a fama de Arquivo X escrevendo os roteiros mais legais do show e criando personagens e episódios memoráveis. Os dois voltaram a trabalhar com Carter após o fracasso de Comando Espacial (série muito boa, por sinal) cancelada ao final da primeira temporada. Morgan e Wong trataram de separar Frank Black (o maravilhoso Lance Herinksen) de sua esposa Catherine (Megan Gallager) devido a violência que cercavam os dois. Ja no primeiro capitulo chamado "O Começo e o Fim" Catherine é sequestrada e torturada por um homem o que leva Frank a uma perseguição implacável e um final fora dos padrões para os seriados americanos. O publico não teve tempo de respirar, Morgan e Wong entregaram "Cuidado com o Cão" em que Frank é eleito por uma cidade para ser o sherife que vai deter o ataque de cães raivosos. Misto de terror com humor negro. O quarto capitulo é um dos mais comentados da historia do seriado. Em "Monstro" crianças estão sendo atacadas numa creche e tudo leva a crer que a tia da creche estava por trás dos crimes. Mas Frank começa a suspeitar de uma garotinha com cara de anjo. Uma cena que acontece com qualquer um faz o jogo virar contra Frank e ele, ao perder a paciência com a filha Jordan (Britanny Tiplady) acaba sendo acusado de violência infantil. Outra perola de Morgan e Wong.

"O Começo e o Fim"


Mas adiante a serie iria surpreender ainda mais. As crianças e seu papel no fim do mundo (Millennium era exibido em 1999 época em que havia a historia que o mundo acabaria em 2000) voltam a ganhar destaque em "19:19" onde um lunático sequestra um ônibus escolar. Episodio tenso. Morgan e Wong estavam inspirados escrevendo roteiro atrás de roteiro (isso não é comum na TV americana) e entregaram aquele que, para muitos, é o melhor episódio da série.

"A Maldição de Frank Black"
Em "A Maldição de Frank Black" nosso querido protagonista é vitima de uma brincadeira com um fantasma em pleno Halloween. Um show de interpretação de Lance Herinkesen, um capitulo onde não ha um caso especifico e sustentado somente pelo carisma do ator. Num irreverente show de humor negro Darin Morgan (irmão de Glen Morgan) entrega "A Crença" onde um personagem que ele criou em Arquivo X aparece para ajudar Frank a investigar uma seita religiosa. Em "A Meia Noite do Século" vemos um pouco do passado do agente e sua conturbada relação com o pai. Episodio de natal emocionante.

"Cuidado com o Cão"


Infelizmente a série da um tempo nos roteiros tocantes e bem humorados e cria-se uma mitologia em torno do grupo Millennium e suas nada boas intenções. São capítulos tensos e, as vezes, confusos pois o  Grupo Millennim vai de mocinho a bandido com atos pra lá de suspeitos. Mas eis que Darin Morgan aparace e entrega uma história inusitada e inesquecível. Quatro demônios se reúnem num bar e discutem sobre um homem que sempre atrapalhou os planos deles: Frank Black. Este episodio "Demônios" pode ser considerada como a série ficará conhecida para sempre: surpreendente.

"Demônios"

"Monstro"
Os dois últimos capítulos da temporada revoltou e chocou boa parte dos fãs. Uma estranha doença comparada ao vírus Ebola ataca as pessoas e apenas Frank, Jordan e Peter Watts (Terry O'Queen), alem do grupo Millennium são vacinados. Assim, Catherine morre deixando Frank revoltado e desolado (os fãs também, apesar de não participar ativamente da série, Catherine era o porto seguro de Frank o elo que não o deixava enlouquecer com suas visões). Para muitos, a série acabou aqui, pois a terceira temporada foi como uma cópia de Arquivo X onde Frank trabalha ao lado de uma agente do FBI e investiga casos complicados.

"Demônios"




domingo, 17 de novembro de 2013

IMAGEM DA SEMANA


Os dois atores acima pretendem incendiar as telas de cinema do mundo todo em fevereiro de 2015. Finalmente, saiu a escalação oficial dos protagonistas do romance pornô 50 Tons de Cinza, um inesperado sucesso de vendas. O ótimo ator Jamie Durnan (que interpretou o serial killer da série The Fall) fará Christian Grey e Dakota Jonhson (filha de Mellanie Grifhitts e Don Jonhson e que esteve recentemente no remake de Anjos da Lei) dará a vida a Anastácia Steele. Para quem não sabe do que 50 Tons de Cinza se trata (jura?), conta a história de Christian um milionário que seduz a doce Anastácia e inicia com ela uma relação de amor/sexo sadomasoquista que conquistou milhares de mulheres ao redor do mundo. Durnan não terá muito trabalho, pois em The Fall ele teve seus momentos de fetiche ao matar várias mulheres.

fotos: entertainment weekly

sábado, 16 de novembro de 2013

NOTA O E NOTA 10

nota 10 













para Morena Baccarin em Homeland
A atriz nascida no Rio de Janeiro não tem a importância de Claire Danes, Damian Lewis e Mandy Patinkin na trama do seriado, mas suas cenas são dignas de nota. Na ultimas semanas ela deu um show ao perder o controle de sua filha Dana (Morgan Saylor), que surtou após os eventos da segunda temporada. Morena ganhou o primeiro papel de destaque no elogiado Firefly de Joss Whedon. Outro papel de destaque foi a líder cruel alienígena Anna de V - Visitantes. Esse ano, aposto que a bela brasileira irá levar para casa o Emmy de melhor atriz coadjuvante. Tomare.


10

0

nota 0 

para o horários de exbição de seriados no canal FX
Nem mesmo a reclamação da Revista Veja faz o canal FX mudar de ideia e continuar a exibir os seriados mais interessantes em horários no minimo sem noção. Ou é muito cedo (Homeland, The Americans) ou é muito tarde (Dexter, Spartacus). Não é a toa que os fãs preferem baixar suas séries favoritas da internet.

OS DIAS DE KHAOE

Final das aulas chegando e os professores "socam" a gente de trabalho e provas, por isso fiquei a semana passada sem escrever a coluna "OS DIAS DE KHAOE". Em meio a polemica de haver ou não feriado do dia 20 de novembro do dia da Consciência Negra em Curitiba, parece que a questão do negro na sociedade e como ele é visto está mais latente do que nunca. Por que só vemos "pessoas de cor" bem sucedidas como jogador de futebol, pagodeiro e outros? Na empresa que eu trabalho a 11 anos, nunca vi esse tipo de preconceito muitos negros e negras ocupam cargos de chefia para cima. Um coisa nesse assunto todo que me incomoda até hoje é a questão de quotas. Ok, os negros sofreram por anos de escravidão e maus tratos, mas acho que devia haver quotas de pobreza e não racial. Se fosse para compensar o negro pelo seu passado, deviam criar algo na linha bolsa ditadura onde os familiares das vitimas da ditadura recebem do governo uma grana pela atrocidades cometidas a esquerdistas a época da ditadura. Bem isso é impensável, o governo iria quebrar, metade da população é negra ou tem sangue negro.

Para um trabalho de Direito tivemos que assistir o filme Lincoln de Steven Spielberg. O filme em si não é uma biografia do presidente americano, mas mostra os bastidores dos eventos que levaram o fim da escravidão nos EUA. A maioria das pessoas que conheço não gosta de votar, mas no filme é questionado: "depois de darmos a liberdade aos negros, teremos que dar o direito de voto a eles? E depois as mulheres?". O filme em si é lento, arrastado e confuso com um vai e vem de personagens que mal sabemos o papel na história, mas é um show ver as performances de Tommy Lee Jones e Daniel Day Lewis. Escondido entre esses atores estupendos estava Lee Pace astro da série mais bonitinha de todos os tempos que durou apenas duas temporadas: Pushing Daises - Um Toque de Vida. Voltando a falar do filme - que nem parece uma produção de Spielberg, as vezes esquecemos que o diretor gosta de falar sério também e já fez A Lista de Schindler e Amistad - o filme basicamente levantou na sala uma discussão interessante: o poder de um bom discurso. Lincoln conseguiu que vários políticos mudassem de ideia graças a seu carisma e bom papo. Falando em pessoas carismáticas, enfim, vi o maravilhoso O Discurso do Rei


Também baseado numa historia real, o filme conta com atuações inspiradas de Colin Firth como o príncipe e, depois, rei George da Inglaterra que tem um sério problema de gagueira. Sua esposa (Helena Bohan Carter) acha nos classificados um medico com métodos pouco ortodoxos que promete a cura para seu paciente. Geoffrey Rush faz o médico e química entre ele e Firth, alem de Helena no fundo, faz o filme uma verdadeira aula para pessoas introvertidas. Vi a versão dublada no Rio nos estúdios Delart num trabalho exclusivo para Rede Globo que, nas décadas de 1980 e 1990 contratava a Herbert Richers para fazer dublagens exclusivas afim de padronizar as vozes de atores. Esse habito foi deixado de lado ao longo dos anos pela emissora que, aos poucos, está largando mão de filmes em sua grade devido a baixa audiência que esse tipo de produção alcança. Outro filme que a Globo mandou redublar recentemente também foi o simpático Turista com Johnny Depp e Angelina Jolie.



Para os aficionados em séries da TV aberta, a Globo anunciou a estreia de Homeland nas madrugadas de janeiro na tradicional férias do Programa do Jô. Enredo e elenco a série tem de sobra para fazer sucesso. A Band também anunciou a compra das séries American Horror History, um interessante drama sexual/psicológico criado por Ryan Murphy de Glee. Assim como Homeland, a produção está em sua terceira temporada, a grande diferença é que elenco e histórias são diferentes a cada ano. A emissora irá estrear também o terceiro ano de The Walking Dead e vai exibir a inédita comédia How I Meet  Your Mother sucesso a nove temporadas na TV americana e o intenso drama Sons of Anarchy sobre a delicada relação de uma família de motoqueiros, é um drama bem elogiado. Essa semana até a Record anunciou a aquisição de seriados americanos para a sua programação. De todas, creio que o maior destaque é Spartacus sobre um homem arrancado de sua família e forçado a viver como gladiador em lutas de vida e morte. A série é conhecida pelo alto teor de violência e sexo e pelo protagonista do programa Andy Whitfield morrer de câncer antes do inicio das filmagens da segunda temporada. No elenco a presença da eterna Xena, Lucy Lawless. Outro destaque, é a série em que estou viciado no momento Bates Motel que mostra a adolescência do criminoso do famoso filme de Hitchcook Psicose. Ainda irá ao ar Once Upon a Time onde os personagens dos contos de fadas são reais e Chicago Fire que mostra o dia-a-dia de bombeiros. Espero que essas séries emplaquem para acabar de vez com a fama de tapa buracos dos seriados na tv aberta. O publico brasileiro curte um bom enlatado.




Essa semana foi ao ar na Inglaterra o ultimo capitulo da quarta temporada de Downton Abbey. A sensação de "jáa???" é comum pois as séries inglesas são curtas não passam de 8 capítulos por ano. A minha analise será um pouco estranha. Não foi uma temporada excepcional, é verdade. O criador Julian Followes teve que rebolar para sustentar a ausência de Matthew Crawley o protagonista masculino que morreu no especial de natal ano passado (a ator Dan Stevens não quis renovar o contrato). Infelizmente, como é comum nos roteiros de Followes, Lady Mary (Michele Dockery) não demorou muito para arranjar não um, mais dois pretendentes. Mas evitando cair ainda mais nos clichês, a jovem ainda está em luto e disse não estar preparada para amar novamente. Poucas mudanças se viram esse ano no seriado, mas dois fatos ficaram na memória dos fãs: o estrupo sofrido por Ana (Joanne Frogart) e a tão comentada estreia do primeiro personagem negro Jake Ross. O grande charme de Downton Abbey, por fim, é ser simples, sem roteiros mirabolantes e histórias confusas. Neste ultimo episodio, a cena que mais me encantou foi quando o Conde Grathan (Hugh Bonneville) retorna de viagem e, ao ver a esposa, solta a frase: "esse é o momento que eu sonhei várias vezes" e os dois dão um longo beijo apaixonado. Simples e emocionante, como a série é.  


domingo, 10 de novembro de 2013

IMAGEM DA SEMANA


Provando que não é só mais um rostinho bonito, Jared Leto aceitou o convite do diretor Jean-Marc Vallée para fazer o papel da travesti Rayon no elogiado longa Dallas Buyers Club. No filme, um muito magro Matthew McConaughey faz o papel de um cara durão que descobre estar com o vírus da AIDS e sua batalha para levar ao EUA remédios não autorizados no país. No elenco, tem também a sempre bela Jennifer Garner. Este filme ainda não tem data de estreia no país. Para quem não sabe ou não se lembra Jared Leto ficou conhecido em 1994 no papel do cobiçado Jordan Catalano em Meus 15 Anos, ao lado de Claire Danes. Ele tambem é vocalista da banda 30 Seconds To Mars. 

foto: site voices.suntimes.com