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domingo, 29 de dezembro de 2013

UM NATAL INESQUECIVEL


Episódios de natal em séries de TV geram momentos sempre emocionantes. Mas teve um episodio em particular que emociona mesmo após 15 anos de sua exibição original. Em Reparos o nono episodio da terceira temporada de Buffy - A Caça Vampiros um personagem em particular passa por um momento perturbador na época natalina.



Angel (David Boreanaz) é atormentado por fantasmas de pessoas que matou, entre elas a professora Jenny Calendar (Robia LaMorte). Através de flashbacks conhecemos um pouco do passado do vampiro quando ele era mal e se chamava Angelus. Angel procura por Giles (Anthony Stwart Head) que nessa época  não gostava nada dele devido ao assassinato de Calendar. Ao longo do capitulo, descobrimos que quem esta atormentando Angel é O Primeiro, o primeiro mal a surgir. Ele enche a cabeça do vampiro para matar Buffy (Sarah Michelle Gellar) futuro pedra no seu sapato (O Primeiro se torna o vilão da sétima e ultima temporada).



Reparos ou Emendas não fala só sobre a reconsilhação de Angel com o seu passado, mas os outros personagens tambem precisam fazer as pazes. Willow (Allyson Hannigan) e Oz (Seth Green) voltam a namorar após a garota trai-lo. Giles precisa aceitar o fato de ter que conviver com Angel. E Buffy tenta superar suas diferenças com Faith (Eliza Duskhu). Mas o grande reparo fica para o emocionante final quando Angel tenta acabar com sua vida e Buffy o convece a não faze-lo.Com certeza uma das cenas mais emocionantes da série.


sábado, 28 de dezembro de 2013

OS DIAS DE 2013 DE KHAOE - parte 1

A RETROSPECTIVA DO ANO NA VIDA DE UM NERD



Adeus ano velho, feliz ano ano... Por que a gente cria expectativas de que o ano que se inicia será melhor do que o que se encerrou? Será que o ano velho foi tão ruim assim? Não para mim, apesar de um novo amor ainda não ter aparecido, 2013 será lembrado bem mais do que protestos, musicas de arroxa e funk nas paradas, crimes violentos e desgraças naturais cada vez mais fortes. Não que eu coloque uma venda nos olhos e ignore o que acontece ao meu redor, mas que a vida na frente da televisão ou computador hoje em dia está bem melhor isto está.

Não que estou vivendo na inercia apenas assistindo séries e filmes. Isso deixo para minhas horas de lazer. No profissional, trabalho na mesma empresa ha quase 12 anos e são tantas mudanças para pior que está cada vez mais difícil. Infelizmente, sou covarde o suficiente para não pedir as contas, então no melhor estilo Zeca Pagodinho, deixo a vida me levar. Comecei a fazer dois cursos após muitos anos sem entrar numa sala de aula. Estou fazendo Técnico em Logística e recentemente terminei operador de computador. 

Mas deixamos minha vida pessoal, que só é interessante para mim, de lado e falemos de cultura pop. No inicio do ano, fiz a assinatura da Claro TV para abrir o leque de canais alem daqueles que a GVT TV me oferecia. Infelizmente, apesar do preço atraente, a qualidade da imagem deixa a desejar. Não é o pacote HDTV que tem imagens deslumbrantes. O pacote que assino tem 124 canais dos mais variados estilos e com a qualidade de imagem sofrível em muitos casos. E tem mais um problema, cada canal tem uma dimensão de imagem diferente, ou seja, algumas imagens são boas e outras ruins que até canais UHF são melhores. Independente disso, e, claro, os próprios canais que não inovam e exibem reprises incansáveis, algumas coisas me chamaram muita a atenção.

O canal GNT é o mais variado entre todos os existentes. Pertencente ao grupo da TV Globo, o GNT investe e produções próprias e reality shows bem interessantes. Um dos destaques do ano foi o programa Saia Justa que, segundo a critica, teve a melhor formação da história da atração. Com o comando de Astrid Fontenelle e comentários das atrizes Maria Ribeiro e Monica Martelli e da jornalista Barbara Gancia o programa causou nas redes sociais principalmente por causa das opiniões polemicas das participantes. A melhor atração das quartas-feiras. O GNT ainda presenteou os fãs de séries com as inglesas Downton Abbey, The Fall e Broadchurch e trouxe séries interessantes como Brothers and Sisters, Parenthood, Saving Grace e reprises da clássica Absolute Fabulous. Minha tia virou fã dos programas culinários como Tempero de Familia com Rodrigo Hilbert, Nigellissima, Diário do Olivier e Que Marravilha!  Todos são programas bem legais, mas a Nigella alem de bela, parece que cozinha com todo o amor do mundo.


Canal irmão do GNT, o + Globosat - que anteriormente se chamava Globosat HD - reexibe boa parte dos programas do grupo Globosat, mas ganhou uma identidade própria este ano dividindo a sua programação em quatro faixas. Mas o grande diferencial foi a exibição de seriados de varias partes do mundo como Austrália, Nova Zelândia, França, Alemanha e Inglaterra. Conheci através do + Globosat interessante dramas como The Slap e Line of Duty.



Para mim canais como Fox, Warner, TNT, FX e Sony já passaram por dias melhores. A Fox completa 20 anos no Brasil e é um dos canais pagos mais assistidos. Não sei bem o motivo, exibir reprises de Os Simpsons durante todo o horário nobre parece agradar o publico. Enquanto isso series interessantes são exibidas nos horários mais ridículos. O FX é campeão neste quesito. O Warner só passa Two and Half Men e The Big Bang Theory e o restante da programação é preenchida por reprises de filmes que todos os outros canais exibem. O Universal Channel deu uma recauchutada no visual mas possui o mesmo defeito dos canais citados acima. Muitas reprises e exibição de séries em horários para quem não tem o que fazer no dia seguinte. 



Com o meu dedo nervoso nunca parando em um só canal, acabo descobrindo coisas legais. Após anos, descubro as jóias produzidas pelo Cartoon Network nos anos 1990 exibidas pelo Tooncast como A Vaca e o Frango, Eu Sou o Maximo, Johnny Bravo e As Meninas Super Poderosas. São pura diversão. Foi o ano da acensão da Rede Brasil com a pr ogramação recheada de desenhos e series clássicas como McGyver, Perdidos no Espaço, Jiraya, Changeman, Zorro e Jennie é um Gènio. Como alegria de pobre dura pouco, o canal vendeu boa parte de sua programação para o famigerado programa que faz o telespectador adivinhar o que esta escrito na tela. Este canal também entrou numa polemica sobre a validade da compra das series que exibe.


  

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O SEXO NA HISTORIA DA TV


Uma das series mais elogiadas desta temporada tem sexo até no titulo. Em Masters Of Sex acompanhamos a real historia do Dr. Masters um homem que encarou a pudica sociedade dos anos 1960 para estudar o comportamento sexual humano. Mas até chegarmos nas sensuais cenas deste seriado, muito caminho se percorreu até aqui,

Nas primeiras produções seriadas, as emissoras abertas dos EUA eram proibidas de mostrar um casal casado dormindo numa mesma cama. Um exemplo clássico é o quarto de Lucy e seu marido Rick na sitcom I Love Lucy.
 Nesta época, as cenas de amor não passavam de selinhos. Mas teve um seriado que dava seu jeitinho e mostrava o protagonista sempre enroscado num rabo de saia. Em Jornada nas Estrelas - A Série Clássica, o Capitão Kirk (Willian Shattner) passou quase todos os episódios se engraçando com alguma fêmea, seja humana ou não. Uma cena simples para os dias de hoje causou polemica na época. Kirk é visto calçando sua bota na cama de uma garota. Mas essa não foi a cena que mais chamou a atenção para o show. O momento mais comentado foi a primeira cena de beijo inter-racial da história. Na época era comum negros viverem separados dos brancos, por isso de tanto rebuliço.



Durante as décadas de 1970 e 1980 o que houve com a TV foi o aumento da participação feminina. Até então, as mulheres eram meras coadjuvantes nos seriados até Mary Tyler Moore estrear e provocar a audiência com temas tabus. Aqui no Brasil, em 1979 a Globo exibia a revolucionaria Malu Mulher com Regina Duarte como protagonista. A personagem vivia separada e tinha seus namoricos. Para driblar a censura, as cenas eram subjetivas. Mas, para bom entendedor, meia palavra basta. Malu Mulher apresentou a primeira cena de orgasmo feminino com a câmera filmando a mão de Malu. Um seriado mais ousado, foi produzido na mesma época. Em Amizade Colorida, o fotografo feito por Antonio Fagundes Edu era para ser a versão masculina de Malu, independente e livre de compromissos. Uma das manias do personagem era andar de sunga pelo seu apartamento. Foi o primeiro sinal vermelho dado pela censura. A grande polemica foi num episodio onde Edu transa com mãe e filha. Não só a censura caiu em cima, mas uma liga de mulheres que defendiam moral e bons costumes. 



Uma associação parecida controlava o que ia ao ar na TV americana. Através de sua influencia, diversas retransmissoras do canal Fox americano boicotaram a exibição de Nova York Contra o Crime. O seriado apresentava uma realidade nua e crua das ruas da grande maçã. Palavrões mais pesados e cenas de sexo escandalizaram os conservadores. Isso só ajudou a aumentar a fama do seriado que durou 12 temporadas sempre provocando polemica. Mas este cenário iria mudar radicalmente. Com o advento da TV a cabo americana, os produtores resolveram produzir suas próprias histórias que, sem as restrições da TV aberta, puderam ousar mais. A primeira produção que chocou foi OZ de 1997. Até então a mais cara produção para TV, Oz contava a rotina de um presidio com cenas pesadas de violência, drogas, nudez e sexo entre homens. Foram seis temporadas polemizando.Outra produção mostrou uma nova independência feminina com as garotas de Sex and the City que transavam em todos os episódios. Também pela HBO foi ao ar A Sete Palmos outra série ousada com cenas de sexo que deixavam constrangidas as cenas exibidas no extinto Cine Privê. Todas as séries produzidas pelo canal tinham (e ainda tem) essa liberdade de ousar nas cenas sensuais, mas um seriado em particular falava mais abertamente sobre o assunto. Em Diz Que Me Ama de 2007, era mostrada a rotina de três casais e sua intimidade na cama. 



Enquanto os filmes com temas mais adultos são cada vez mais raros no cinema, na TV a cabo o sexo é explorado em quase todas as produções. Em Spartacus que vai estrear na Record em janeiro, a testosterona pulsa na tela com homens semi nus e cenas sensuais. Os gays e lésbicas não foram esquecidas com as marcantes Os Assumidos de 2000 e The L World de 2004. Polemicas, sensuais, mas não explicitas, as cenas de sexo na teve estão cada vez mais presentes na programação, basta digitar a senha de controle dos pais e ficar a vontade para ver.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

LISTA: AS MELHORES ESTREIAS DE 2013

Ano bem interessante para os fãs de séries como eu.  Apesar de muitos títulos estrearem, poucos conseguiram chamar a minha atenção. A lista abaixo é baseada em produções que começaram a ser exibidas em 2013 e, claro, são de preferencia pessoal.

BATES MOTEL
Exibição no Brasil: Canal Universal



Mesmo sendo baseado em um dos suspenses mais famosos do cinema, Bates Motel conseguiu chamar a atenção. A série tem uma bela fotografia, interpretações acima da média e uma trama envolvente. Destaque para a mãe e filho mais estranhos dos últimos tempos: Norman Bates (Freddie Highmore) e Norma Bates (Vera Farmiga). Highmore mostrava seu talento desde pequeno em produções como A Fantástica Fabrica de Chocolate e Em Busca da Terra Encantada. Ele encarna o famoso personagem mostrando aos poucos a personalidade debilitada que virá a cometer os assassinatos do filme Psicose. Ja Vera, uma bela e talentosa atriz que faz Norma a personagem que todos amam odiar com sua atitude super protetora com o filho e, renegando ao outro.




BROADCHURCH
Exibição no Brasil: Canal GNT




Seja filme, seja novela, seja seriado, sempre o famoso "quem matou?" chama a atenção para uma história.  A trama gira em torno das investigações do assassinato do menino Danny. Ja no primeiro episodio, várias suspeitas são lançadas e a identidade do assassino surpreendeu a todos que acompanhavam a mini serie que ganhou status de série pelo sucesso na Inglaterra. Tanto sucesso que vai ganhar até um remake americano. A história em si já é muito bem escrita, e a cereja do bolo são as interpretações marcantes de David Tennant  e Olivia Colman. A principio os dois se estranham, graças ao comportamento difícil de Alec Hardy (Tennant).



BIG SCHOOL
Sem exibição no Brasil


Só seis episódios foram o suficientes para Big School conquistar a mim e a milhões de pessoas na Inglaterra. A produção da BBC acompanha o dia a dia de professores de um colégio de ensino médio. O sarcasmo e o embaraçamento alheio se tornaram especialidades da série que tem um grande elenco liderados pelos excelentes David Willians, Caterine Tate e Phillip Glenister.





HELLO LADIES
Exibição no Brasil: Canal HBO


O grandalhão Stephen Merchand co-criou e estrela está mais nova comédia da HBO, Hello Ladies. Ele faz Stuart um inglês metido a sabichão que está em Los Angeles atrás das mulheres de seus sonhos. Mas ele não tem muito jeito para encontros o que gera uma série de situações constrangedoras. Hello Ladies é a produção americana com jeitão de inglesa.





LINE OF DUTY
Exibição no Brasil: + Globosat


Policial da BBC nota 10 acerca do policial da corregedoria Arnott (Martin Compson) que tem a missão de desmascarar um outro policial, Gates (Lennie James) com a ajuda da agente infiltrada Fleming (Vicky Mcclure). Gates até parece um bom policial mas se envolve numa espiral de traição e crimes que resulta num dos finais de temporada mais surpreendentes deste ano.




MASTERS OF  SEX
Exibição no Brasil: HBO


Muito do que se sabe sobre sexo hoje em dia devemos ao doutor Willian Masters (Michael Sheen) um pioneiro na ciência humana da sexualidade. Durante anos ele assistia casais fazendo sexo e, a partir de suas pesquisas definiu o comportamento de homens e mulheres durante o coito. Ele só foi adiante a sua pesquisa com a ajuda de sua assistente Virginia (Lizzy Caplan) uma moça a frente de seu tempo. A série é ótima não só por que se trata de sexo (cenas de nudez e felação estão presentes em todos os episódios) mas por se tratar de uma história real, tudo fica mais interessante. O elenco é excelente principalmente os protagonistas Michael Sheen e Lizzy Caplan.




ORANGE IS THE NEW BLACK
Exibição no Brasil: site Netflix


O site Netflix tem ganhando cada dia mais assinantes. Por apenas uma taxa por mês, os assinantes dispõe de um invejável catalogo de séries e filmes novos e clássicos. Diferente das TVs a cabo, que sempre apostam no mais do mesmo, o Netflix trás e produz ótimas atrações. Uma das mais interessantes é a série Orange is The New Black. Chamada de OZ para mulheres, o seriado conta a história real de Piper Chapman (Taylor Shilling) uma garota que é presa como "laranja" ao tentar traficar drogas. Apesar de ter uma protagonista, o seriado acaba focando na vida de outras presas e como era a vida delas fora da prisão. Série repleta de humor negro, violência e drogas.




THE CRAZY ONES
Sem exibição no Brasil


Esta atração chamou a atenção por trazer a volta de Robin Willians a TV após mais de 20 anos e de Sarah Michelle Gellar após a bomba que foi Ringer. Os dois são pai e filha que comandam uma agencia de publicidade. A trama explora uma velha máxima da TV onde um individuo é carismático e outro mais reprimido. A produção executiva é de David E. Kelly (de Ally Mcbeal) e posso dizer que, apesar de legal, falta um algo a mais na série. Talvez um pouco mais de ousadia. Infelizmente, os erros de gravação exibidos no final, são mais engraçados do que a série, mas ela tem potencial.




THE GUILTY
Sem exibição no Brasil


A unica produção desta lista que não é um seriado, a mini serie em 3 capítulos The Guilty gira em torno das investigações acerca de um assassinato de um garoto. Apesar das semelhanças de enredo com Broadchurch, a história tem outro ponto de vista e se passa em dois períodos de tempo, em 2008 ano do crime e em 2013 quando acharam o corpo do garoto. Muitos suspeitos desfilam na tela apenas para enganar os espectador. História boa é assim, te prende e te surpreende.




THE FALL
Exibição no Brasil: GNT


Esta série chamou a minha atenção apenas por um nome: Gillian Anderson. A ex-estrela de Arquivo X interpreta mais uma vez uma detetive. Neste programa, ela é Stella Gibson uma detetive especialista em serial killers atras de um bandido que tortura e mata jovens e belas mulheres. A identidade do criminoso já sabemos desde o inicio (é o pai de família Paul interpretado por Jamie Dornan), mas como ela investiga e descobre a identidade dele é que a graça do show. Mais uma mini serie excelente que ganhou o status de seriado ao ter a segunda temporada aprovada para produção.





terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A TERCEIRA TEMPORADA DE HOMELAND CHEGA AO FIM

ATENÇÃO: ESTE ARTIGO CONTEM SPOILERS. 


A sensação que se tem quando uma serie favorita sua chega ao final de uma temporada é de tristeza. Só de pensar que teremos que esperar no minimo mais 5 meses para ver novos capítulos é frustrante. Para muitos críticos, o final da terceira temporada de Homeland foi um alivio. Em cada revista que leio, ou site que visito, as opiniões são as mesmas, a série já não é mais a mesma. As vésperas de estrear nas madrugadas da Rede Globo, é uma tremenda propaganda negativa. A bem da verdade é que o primeiro ano foi espetacular, ficando boa na segunda e, bem, legal na terceira. Fora dos trilhos ou não, Homeland é o tipo de série que quando fica ruim é boa. Na média, ela é excelente. 

Neste terceiro ato das desventuras da problemática agente da CIA Carrie (Claire Danes) ela tenta levar a vida longe dos braços de seu amado Nicholas Brody (Damien Lewis) que foi acusado de destruir Langley a central da agencia. Ela disfarça fazendo sexo com estranhos e tem que lidar com as investigações acerca da explosão que Brody - supostamente - cometeu. Até que o novo diretor da CIA Saul (Mandy Pantinkin) deseja ver a moça longe do trabalho a trancando num manicômio. O grande protagonista da série este ano foi Saul e suas questionáveis decisões como diretor. Mas ele é cobra criada e tem um plano junto com Carrie para resgatar Brody que está sumido no mundo. 



Talvez, o grande defeito da série esta temporada foi esticar uma trama que poderia ter sido resolvida em bem menos capítulos. Como já comentei, só mesmo um programa ousado como Homeland para se dar ao luxo de ter seus dois protagonistas debilitados numa cama de hospital cada um e seguir o roteiro com os personagens secundários. Falando nos personagens, ficou difícil de engolir o sumiço da família Brody. A bela Jessica (Morena Baccarin) teve um momento de destaque logo no inicio do ano quando sua filha Dana (Morgan Saylor) decidiu viver a vida renegando ao pai. Alias, infelizmente, foi noticiado que as duas atrizes não fazem mais parte do elenco fixo voltando para participações recorrentes no próximo ano. Quem ganhou um up foi o ator Rupert Friend como Quinn um agente bom de tiro. Mas ele teve bem mais participação como astro especialmente convidado do que parte do elenco fixo. Essas decisões tomadas pelos roteiristas me incomodou haja visto que nem mesmo um fim a maioria dos personagens teve.



Falando em fim, o episodio final teve cara de final de série pois todos as pontas soltas foram amarradas. Tudo indica que o próximo ano será focado apenas em Carrie, já que, aparentemente, o restante dos personagens perdeu a função dramática dentro da série. Principalmente após o que ocorreu com Brody. Apesar de regular, essa série é bem melhor do que muitas exibidas atualmente e será mais um período de angustia esperar pelo quarto ano que vai ser um novo começo para Homeland.

Saul, o protagonista da terceira temporada

domingo, 15 de dezembro de 2013

OS DIAS DE KHAOE

Dia 05 de dezembro de 2013 ficará marcado na história mundial pela morte de Nelson Mandela. Se todo o cidadão do planeta fizesse 1% do que este homem fez pelo seu povo na Africa do Sul, com certeza aqui seria um lugar melhor para se viver. Um de seus atos mais emblemáticos pode ser visto no filme Invictus do diretor Clint Eastwood, que fala sobre um dos primeiros atos de Mandela ao assumir a presidência da Africa do Sul: a união de brancos e negros através do Rugby, um esporte que ganha mais e mais adeptos no mundo, inclusive no Brasil onde o campeonato brasileiro foi encerrado recentemente (foi transmitido pelos canais Sport TV). Antes de assumir a presidência do país, porem, ele passou anos na cadeia por lutar contra a onda do apartheid que infestou aquele pais durante anos. Nelson Mandela, RIP.



Os seriados que acompanho semanalmente estão a poucos capítulos de encerrarem mais uma temporada. Em Homeland, temos a temporada mais diferente de todas. Diferente dos anos anteriores, nem todos os personagens principais estão presentes em todos os capítulos. Até o episodio exibido na ultima semana, o segundo protagonista Brody (Damian Lewis) apareceu pouco e Saul (Mandy Patinkin) era o centro das atenções. Foi interessante o episodio 9 quando os dois protagonistas estavam debitados em camas (jamais tinha visto isto em um seriado de TV). Carrie (Claire Danes) havia levado um tiro de Quinn (Rupert Friend) pois ela ia atrapalhar um plano da CIA. Já Brody acabou se tornando um viciado em drogas. As coisas voltaram ao normal esta semana num capitulo tenso do começo ao fim. Brody foi recrutado pela CIA para se passar de espião para pegar o mais novo vilão iraquiano. A revista Rolling Stone deste mês trás varias reportagens sobre séries de TV, entre elas, Homeland. A matéria faz uma critica de como o show saiu dos trilhos nos últimos tempos. Pontos de vista diferente, para mim, Homeland está apenas diferente nesta temporada. Quem gosta de comparar o remake com o original, o canal + Globosat adquiriu os direitos sobre a série que deu origem a Homeland, Hatifum que, segundo critica, é bem interessante.

Quem diria que a morte de Paul Walker comoveria tantas pessoas? No Facebook foram milhares de postagens falando sobre o ator. Guardadas as devidas proporções, não vi tantas manifestações com a morte de Mandela. Mas toquei nesse assunto para falar sobre como a TV a cabo se aproveitou da morte do ator e exibiu varias vezes os filmes da cine serie Velozes e Furiosos. Como se Paul só tivesse feito isso na carreira.

Li em alguns sites sobre a preocupação da Rede Globo com a audiência de suas novelas. A melhor em exibição (pelo que posso perceber do entusiasmo de minha tia ao assistir) é Joia Rara co escrita por duas talentosas autoras. Para a audiência baixa desta novela, a emissora poe a culpa no horário de verão e a época das festas de final de ano onde a tendencia das pessoas é assistir menos televisão, pois tem uma vida social para viver, né Globo? Ja a trama das 7 o que mais preocupa a emissora é a rejeição do publico aos personagens, historias e afins. É uma novela que fala sobre pessoas que querem se encontrar na vida. Faz anos que não acompanho novelas da Globo e, pelo que pude perceber, esta produção, como a sua anterior, Sangue Bom, tem cara demais de Malhação ao ter protagonistas adolescentes sem graça. Falei tudo isso só para tocar no assunto de uma novela que estreou no SBT dias atrás. A simpática Por Ela Sou Eva é inédita e conta a historia de um mulherengo (Jaime Camil, de A Feia Mais Bela e As Tontas Não Vão Ao Céu) que tem que assumir uma nova identidade como Eva para se livrar de uma enrascada. Nisso, ela acaba amiga de Helena (Lucero, de Chispita, Manhã é Para Sempre e a inédita Sou Tua Dona) e acaba se apaixonando pela moça. No elenco, ainda tempos Helena Rojo (O Privilégio de Amar) e Patricia Navidad (Manancial). A história é engraçada e animada e tem tudo para agradar ao publico que pensa que os mexicanos só fazem dramalhão. Apesar de capengar em audiência em vários horários, são as tramas mexicanas que mantem o vice lugar da emissora nas tardes. O SBT devia investir em mais tramas inéditas da Televisa.

Lucero e Jaime Camil em Por Ela Sou Eva


Para finalizar, numa zapeada lembrei de como é interessante o Canal Brasil e seu objetivo de manter viva a memória do cinema brasileiro que, já teve fases que sobreviveu sem apelar para violência, palavrões e sexo. Mas o que eu vi, foca isso tudo indiretamente. O documentário Rita Cadillac - a Lady do Povo acompanha um pouco do dia-a-dia da ex-chacrete. As vezes aparecendo glamourosa e em outros momentos simples e com pouca maquiagem, Rita conta sobre sua vida e como foi parar no showbizz. Após sair de casa devido as armações do primeiro marido, Rita passou por uma situação a qual se viu obrigada a se prostituir para se sustentar e a seu filho (esse foi uma das duas cenas na qual ela chorou). Deixando o pequeno com a avó (que não é a mãe dela, que sumiu sem dar noticias) ela conheceu uma garota que a levou para participar do show comandado por Haroldo Costa, que levava um pouco da cultura brasileira (lê se carnaval e mulheres) para o mundo. Até que foi descoberta pela produção do Chacrinha, grande apresentador de TV. As assistentes de palco eram chamadas de chacretes e cada um ganhava um apelido para fácil identificação do publico (você achava que as paquitas eram originais?). Este apelido surgiu devido as curvas bem distribuídas pelo corpo da moça e na época era comum comparar mulheres com os carros Cadillac. Rita conta sobre os momentos mais importantes de sua carreira como quando foi convidada a cantar para milhares de homens na serra pelada, de quando seu empresario a lançou como cantora e quando, por necessidade, fez filmes pornôs. Alem de conhecer um pouco sobre a pessoa fiquei admirado com a sinceridade de Rita em dois momentos quando ela fala que fazia as históricas apresentações para os presos no Carandiru de graça e quando ela diz que seu cérebro é sua bunda e foi graças a ela que ela se fez na vida.

Rita Cadillac a Lady do Povo

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

SOUND TRACK - A MUSICA DE CINEMA

URGE OVERKILL - GIRL YOU'LL BE A WOVAN SOON - TRILHA SONORA DO FILME PULP FICTION - TEMPO DE VIOLÊNCIA



Um detalhe a mais nos filmaços de Quentin Tarantino é trilha sonora que acompanha essas produções. As musicas escolhidas pelo próprio diretor são quase como um personagem a mais.O clássico dos anos 1990 Pulp Fiction - Tempo de Violencia é uma prova disso. 

video do you tube

domingo, 1 de dezembro de 2013

25 ANOS DE SUBLIME


Era o verão de 1988 quando o Sublime fez seu primeiro show oficial em sua cidade natal, Long Beach na Califórnia EUA. O que era pura diversão, a partir daí, se tornou coisa séria para Bradley (vocais e guitarra), Bud (bateria) e Eric (baixo). O trio não virou a sensação como Red Hot Chilli Peppers, que surgiu no mesmo tempo e Brad nunca será citado entre os artistas que morreram com 27 anos, mas para seus fãs, suas musicas, as letras polemicas e toda a energia que banda transmitia através delas, ficará marcada para sempre em suas memórias.

                                                              Dois litros de bebida
Diga-me você é um peixe ruim também 
(Você é um peixe ruim também?)
Não tenho dinheiro para gastar
Eu espero que a noite nunca termine
Deus sabe que eu estou fraco
Será que ninguém vai me tirar deste recife?

trecho de Badfish do álbum 40 Oz to Freedon, 1992.

Assim como 99,9% das pessoas, conheci o Sublime através da musica Santeria que invadiu as rádios brasileiras em 1996. A guitarra chorosa e a voz melosa de Brad ficaram marcadas em minha mente e corri para comprar um CD de coletâneas de uma revista que trazia Sublime como um dos destaques. Pobre Khaoe, que era inocente o suficiente para não comprar logo o álbum da banda. A segunda musica que eu (e mais 99,9% da pessoas) conheceu foi What I Got. Depois veio Wrong Way e Doin' Time. Então tive que comprar o álbum Sublime de 1996 que eu achei um máximo com a foto de um cara com uma tatuagem com o nome da banda. Depois que virei fã é que descobri que o cara era Bradley e que ele havia morrido. Não haveria mais o Sublime, a primeira banda que virei fã de verdade. 

Agora eu tenho a agulha
E eu posso tremer
Mas não posso respirar
Você pode me tirar isso, mas eu quero cada vez mais e mais
Um dia vou perder [essa] guerra

trecho de Poolshark do álbum Robbi'n the Hood

Não sei se sinto pena ou culpo Brad por ele ter morrido de overdose de heroína. Por causa disso, a banda interrompeu uma carreira que poderia ter sido - ou não - bem sucedida. O vocalista foi vitima de um trauma na infacia onde viu seus pais se separarem. Quando ele entrou na adolescência, passou a conviver mais com o pai que morava nas Ilhas Virgens e o deixava mais a vontade. Nesse período, Brad conheceu o reggae, as ervas e as bebidas.  Este trio foi fundamental para sua formação e decidiu seguir carreira musical. Ele conheceu Eric e  formaram uma banda chamada Hogan's Hero. Um tempo depois, Bud surgiu e eles decidiram formar o Sublime. Segundo biografias, Brad caiu fácil na tentação das drogas e subia ao palco visualmente tomado por elas. Ele viveu intensa e perigosamente. Algumas letras faziam apologia ao uso das drogas, outras ele confessava que estava se entregando. Mesmo com a ajuda da família e amigos ele se tornou um viciado.

Eu e minha garota temos esse relacionamento.
Eu gosto tanto dela mas ela me trata tão mal
Estou preso como em uma penitenciária
Ela espalha seu amor por todo lugar
E quando ela chega em casa não sobra nada para mim
                              
                                                                                   trecho de Doin' Time do álbum Sublime (1996).

A banda criou um estilo único. Nenhuma musica era igual a outra, obviamente, mas digo no sentido do ritmo. No álbum de estreia, 40 Oz to Freedon (1992), era uma mistura de rock, punk, reggae, surf music, hard core. Essa mistura toda formou a fama da banda. que, com o relativo sucesso do primeiro disco garantiu um contrato com uma gravadora que lançou o polemico Robbi'n The Hood (1994). O estilo era bem diferente novamente. E o rap dominou algumas faixas. Mas Brad tinha planos alem  mar da Califórnia e com a ajuda de um amigo e produtor fizeram Sublime (1996), o álbum repleto de hits, entre eles o mais conhecido Santeria. Mas Brad nem chegou a sua banda a fazer sucesso. Nem seu filho crescer. Ele morreu no inicio do fama mundial.

Bradley Nowell era um poeta. Mesmo que suas letras falem sobre drogas ele foi o autor de frases como "fumo dois baseados e eles me deixam legal" e "as vezes eu amo mais você do que a mim mesmo". Até hoje curto sua musica, sua obra. A banda e a vida, continua.





IMAGEM DA SEMANA


Este domingo, 01/12, os brasileiros acordaram com a triste noticia do falecimento do ator Paul Walker. Paul completou no ultimo 12 de setembro 40 anos. Para quem só conhecia o ator da cine série Velozes e Furiosos, ele já batalhava na carreira desde de 1986 quando ganhou um papel no filme Monstro do Armário. Mas até se destacar como protagonista ele fez diversas participações em séries de TV e pequenos papeis em filmes até que em 2001 ele conseguiu o papel do policial infiltrado em Velozes e Furiosos, filme que já conta com 6 sequencias, sendo que na parte 6 ele voltou a convite da Universal, estúdio que lucra com a marca. Atualmente, Paul filmava a parte 7 e se preparava para divulgar seus novos filmes Veículo 19, Hours, Pawn Shop Chronicles e Brick Masions, todos com estreia marcada para 2014. Para mim, seu melhor papel foi o que ele fez no drama tocante O Anjo de Vidro onde atuou ao lado de Susan Sarandon e Penelope Cruz. Paul, RIP.

MÁS COMPANHIAS: A GAROTA

A GAROTA (THE GIRL) EUA, 2012                    

DIREÇÃO: JULIAN JARROLD.
COM TOBY JONES, SIENNA MILLER,
IMELDA STAUTON E PENELOPE WILTON






A conturbada e polemica relação entre o diretor Alfred Hitchock e a atriz Tippi Hedren durante os anos de 1963 e 1964 foi contada neste telefilme produzido pela HBO em 2012. A obra, como dito no inicio da produção, foi baseado em depoimentos colhidos de Tippi e de membros da equipe de filmagens.

Hitchock (Toby Jones, que já havia interpretado outro personagem real, o escritor Trumman Capote) conheceu Tippi (Sienna Miller) através de sua esposa Alma (Imelda Stauton, de Harry Potter e a Ordem da Fênix) que achou que a câmera se apaixonava pela garota. Mas não foi bem as câmeras que fizeram isso. De acordo com a produção, Hitch desenvolveu uma obsessão pela atriz ao ponto de tenta-la agarra-la a força. Todos sabiam da obsessão do cineasta pelas louras, haja visto que as personagens femininas principais de suas obras eram feitas por louras. Mas por Tippi ele desenvolveu uma relação que a atriz teve que suportar devido a um contrato que a impedia de abandonar os sets de filmagem. 



Tippi era uma completa desconhecida quando foi escolhida por Hitch para fazer o papel de Melanie Daniels uma garota dona de si que vai atrás de um homem numa cidade litorânea e é atacada por um bando de pássaros. O filme Os Pássaros foi a obra de Hitchock que se seguiu após o sucesso estrondoso de Psicose. Foi mais um trabalho em que o diretor brigou com o estúdio para fazer, visto que os produtores não acreditavam no potencial da história, que nem havia sido escrita por inteiro. Os bastidores da produção foram tumultuados com os constantes assédios que o diretor fazia a estrela. Era sabido de todos, inclusive pela esposa Alma. A pressão em cima de Tippi ainda continuaria durante as filmagens de Marnie - Confissões de uma Ladra.

Loura verdadeira

Loura falsa

O telefilme optou pelo lado polemico ao focar a obsessão de Hitchock por Tippi. Foi sugerido que o diretor realizava seus desejos apenas só de encostar na moça. Porem, seu lado excêntrico como visto em Hithcock outro filme a mostrar a relação entre o realizador e outra de suas louras, foi suavizado. Em muitos momentos, da-se a impressão que ele é um maniaco sexual. Uma reconstituição de época impecável e ótima interpretação dos atores tiram o filme da armadilha fácil que é uma obra baseada em fatos reais, que tendem a serem entediadas em alguns momentos. 


O filme explora mais uma faceta daquele que é tido como um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos. Ele pode ter sido um sujeito difícil de lidar (como bem soube a secretaria feita por Penélope Wilton de Downton Abbey), mas deixou um legado através de sua filmografia que fascina as pessoas até hoje.

Encontro de Tippis