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domingo, 1 de dezembro de 2013

25 ANOS DE SUBLIME


Era o verão de 1988 quando o Sublime fez seu primeiro show oficial em sua cidade natal, Long Beach na Califórnia EUA. O que era pura diversão, a partir daí, se tornou coisa séria para Bradley (vocais e guitarra), Bud (bateria) e Eric (baixo). O trio não virou a sensação como Red Hot Chilli Peppers, que surgiu no mesmo tempo e Brad nunca será citado entre os artistas que morreram com 27 anos, mas para seus fãs, suas musicas, as letras polemicas e toda a energia que banda transmitia através delas, ficará marcada para sempre em suas memórias.

                                                              Dois litros de bebida
Diga-me você é um peixe ruim também 
(Você é um peixe ruim também?)
Não tenho dinheiro para gastar
Eu espero que a noite nunca termine
Deus sabe que eu estou fraco
Será que ninguém vai me tirar deste recife?

trecho de Badfish do álbum 40 Oz to Freedon, 1992.

Assim como 99,9% das pessoas, conheci o Sublime através da musica Santeria que invadiu as rádios brasileiras em 1996. A guitarra chorosa e a voz melosa de Brad ficaram marcadas em minha mente e corri para comprar um CD de coletâneas de uma revista que trazia Sublime como um dos destaques. Pobre Khaoe, que era inocente o suficiente para não comprar logo o álbum da banda. A segunda musica que eu (e mais 99,9% da pessoas) conheceu foi What I Got. Depois veio Wrong Way e Doin' Time. Então tive que comprar o álbum Sublime de 1996 que eu achei um máximo com a foto de um cara com uma tatuagem com o nome da banda. Depois que virei fã é que descobri que o cara era Bradley e que ele havia morrido. Não haveria mais o Sublime, a primeira banda que virei fã de verdade. 

Agora eu tenho a agulha
E eu posso tremer
Mas não posso respirar
Você pode me tirar isso, mas eu quero cada vez mais e mais
Um dia vou perder [essa] guerra

trecho de Poolshark do álbum Robbi'n the Hood

Não sei se sinto pena ou culpo Brad por ele ter morrido de overdose de heroína. Por causa disso, a banda interrompeu uma carreira que poderia ter sido - ou não - bem sucedida. O vocalista foi vitima de um trauma na infacia onde viu seus pais se separarem. Quando ele entrou na adolescência, passou a conviver mais com o pai que morava nas Ilhas Virgens e o deixava mais a vontade. Nesse período, Brad conheceu o reggae, as ervas e as bebidas.  Este trio foi fundamental para sua formação e decidiu seguir carreira musical. Ele conheceu Eric e  formaram uma banda chamada Hogan's Hero. Um tempo depois, Bud surgiu e eles decidiram formar o Sublime. Segundo biografias, Brad caiu fácil na tentação das drogas e subia ao palco visualmente tomado por elas. Ele viveu intensa e perigosamente. Algumas letras faziam apologia ao uso das drogas, outras ele confessava que estava se entregando. Mesmo com a ajuda da família e amigos ele se tornou um viciado.

Eu e minha garota temos esse relacionamento.
Eu gosto tanto dela mas ela me trata tão mal
Estou preso como em uma penitenciária
Ela espalha seu amor por todo lugar
E quando ela chega em casa não sobra nada para mim
                              
                                                                                   trecho de Doin' Time do álbum Sublime (1996).

A banda criou um estilo único. Nenhuma musica era igual a outra, obviamente, mas digo no sentido do ritmo. No álbum de estreia, 40 Oz to Freedon (1992), era uma mistura de rock, punk, reggae, surf music, hard core. Essa mistura toda formou a fama da banda. que, com o relativo sucesso do primeiro disco garantiu um contrato com uma gravadora que lançou o polemico Robbi'n The Hood (1994). O estilo era bem diferente novamente. E o rap dominou algumas faixas. Mas Brad tinha planos alem  mar da Califórnia e com a ajuda de um amigo e produtor fizeram Sublime (1996), o álbum repleto de hits, entre eles o mais conhecido Santeria. Mas Brad nem chegou a sua banda a fazer sucesso. Nem seu filho crescer. Ele morreu no inicio do fama mundial.

Bradley Nowell era um poeta. Mesmo que suas letras falem sobre drogas ele foi o autor de frases como "fumo dois baseados e eles me deixam legal" e "as vezes eu amo mais você do que a mim mesmo". Até hoje curto sua musica, sua obra. A banda e a vida, continua.





IMAGEM DA SEMANA


Este domingo, 01/12, os brasileiros acordaram com a triste noticia do falecimento do ator Paul Walker. Paul completou no ultimo 12 de setembro 40 anos. Para quem só conhecia o ator da cine série Velozes e Furiosos, ele já batalhava na carreira desde de 1986 quando ganhou um papel no filme Monstro do Armário. Mas até se destacar como protagonista ele fez diversas participações em séries de TV e pequenos papeis em filmes até que em 2001 ele conseguiu o papel do policial infiltrado em Velozes e Furiosos, filme que já conta com 6 sequencias, sendo que na parte 6 ele voltou a convite da Universal, estúdio que lucra com a marca. Atualmente, Paul filmava a parte 7 e se preparava para divulgar seus novos filmes Veículo 19, Hours, Pawn Shop Chronicles e Brick Masions, todos com estreia marcada para 2014. Para mim, seu melhor papel foi o que ele fez no drama tocante O Anjo de Vidro onde atuou ao lado de Susan Sarandon e Penelope Cruz. Paul, RIP.

MÁS COMPANHIAS: A GAROTA

A GAROTA (THE GIRL) EUA, 2012                    

DIREÇÃO: JULIAN JARROLD.
COM TOBY JONES, SIENNA MILLER,
IMELDA STAUTON E PENELOPE WILTON






A conturbada e polemica relação entre o diretor Alfred Hitchock e a atriz Tippi Hedren durante os anos de 1963 e 1964 foi contada neste telefilme produzido pela HBO em 2012. A obra, como dito no inicio da produção, foi baseado em depoimentos colhidos de Tippi e de membros da equipe de filmagens.

Hitchock (Toby Jones, que já havia interpretado outro personagem real, o escritor Trumman Capote) conheceu Tippi (Sienna Miller) através de sua esposa Alma (Imelda Stauton, de Harry Potter e a Ordem da Fênix) que achou que a câmera se apaixonava pela garota. Mas não foi bem as câmeras que fizeram isso. De acordo com a produção, Hitch desenvolveu uma obsessão pela atriz ao ponto de tenta-la agarra-la a força. Todos sabiam da obsessão do cineasta pelas louras, haja visto que as personagens femininas principais de suas obras eram feitas por louras. Mas por Tippi ele desenvolveu uma relação que a atriz teve que suportar devido a um contrato que a impedia de abandonar os sets de filmagem. 



Tippi era uma completa desconhecida quando foi escolhida por Hitch para fazer o papel de Melanie Daniels uma garota dona de si que vai atrás de um homem numa cidade litorânea e é atacada por um bando de pássaros. O filme Os Pássaros foi a obra de Hitchock que se seguiu após o sucesso estrondoso de Psicose. Foi mais um trabalho em que o diretor brigou com o estúdio para fazer, visto que os produtores não acreditavam no potencial da história, que nem havia sido escrita por inteiro. Os bastidores da produção foram tumultuados com os constantes assédios que o diretor fazia a estrela. Era sabido de todos, inclusive pela esposa Alma. A pressão em cima de Tippi ainda continuaria durante as filmagens de Marnie - Confissões de uma Ladra.

Loura verdadeira

Loura falsa

O telefilme optou pelo lado polemico ao focar a obsessão de Hitchock por Tippi. Foi sugerido que o diretor realizava seus desejos apenas só de encostar na moça. Porem, seu lado excêntrico como visto em Hithcock outro filme a mostrar a relação entre o realizador e outra de suas louras, foi suavizado. Em muitos momentos, da-se a impressão que ele é um maniaco sexual. Uma reconstituição de época impecável e ótima interpretação dos atores tiram o filme da armadilha fácil que é uma obra baseada em fatos reais, que tendem a serem entediadas em alguns momentos. 


O filme explora mais uma faceta daquele que é tido como um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos. Ele pode ter sido um sujeito difícil de lidar (como bem soube a secretaria feita por Penélope Wilton de Downton Abbey), mas deixou um legado através de sua filmografia que fascina as pessoas até hoje.

Encontro de Tippis

sábado, 30 de novembro de 2013

OS DIAS DE KHAOE

Quem diria, mas já fazem 34 24 anos que este servo (como diz o Kenshin Himura de Samurai X) veio ao mundo. E pensar que milhões de espermatozoides disputaram comigo o privilegio de vir a vida. Está certo, nos últimos tempos está sendo uma porcaria estar nesse mundo com tanto crime hediondo, corrupção em todos os setores, musicas lixo sendo escutadas por crianças, e, acima de tudo isso, a falta de respeito que os seres humanos tem uns com os outros. Não muito diferente do reino animal, a diferença, é que pensamos racionalmente.

Gosto muito de ter crescido nos anos 1980 e vivido a adolescência nos anos 1990. Eu cresci assistindo as séries japonesas, aos filmes de terror e as comédias jovens da Sessão da Tarde. Ja na fase jovem presenciei o boom dos desenhos japoneses capitaneado pel'Os Cavaleiros do Zodíaco. Aos poucos fui deixando os animes e desenhos de lado, porem, sem nunca esquece-los, e fui me interessando pelas séries americanas. As que eu tenho como lembrança de gostar por primeiro são Lois e Clark: As Aventuras do Superman, Plantão Médico e Melrose. Logo a seguir, vieram aquelas que são minhas paixões verdadeiras como Arquivo X e Buffy - A Caça Vampiros.

Só escrevo este blog graças as revistas informativas de cultura pop que lotavam as bancas a época do sucesso dos Cavaleiros. Escrevo só sobre o que gosto e possuo o plano de apresentar aos leitores do Badfish, as produções que acho mais interessantes. Agora na fase adulta, mudei um pouco meus conceitos e fui atras de novas séries. Hoje, adoro as séries britânicas e tenho muita admiração pelo material produzido pela BBC, um exemplo de como tem que ser um canal publico. Seus concorrentes não ficam para trás e produzem perolas como Mad Dogs (canal Sky 1) e Downton Abbey (ITV). Hoje admiro os seriados americanos produzidos para a TV a cabo como Veep (HBO) e Homeland (FX). E os de comédia como The Office e 30 Rock.

Apesar de dezenas de novas produções surgindo ano após ano, é engraçado que nos finais de semana quando da um tempo de ver televisão, divido novos (Homeland, Downton Abbey) com antigas produções (Buffy 6ª e 7ª temporadas dubladas que ainda eram inédias no Brasil e Millennium). Será que não tem novas series interessantes ou as antigas ainda são melhores? Eu tento até ver novos seriados como Longmire e American Horror Story e The Walking Dead, mas me desinteresso logo.

Dizem que não podemos nos prender ao passado, mas se tratando da cultura pop, as melhores coisas produzidas foram no passado! Hoje, não gasto "rios de dinheiro"  com um gibi só por que tem tal personagem estampado na capa, procuro saber a opinião de profissionais antes de comprar. Os seriados novos geralmente me interesso ou pelo tema ou por um ator ou atriz que gosto.

Encerro esta postagem ao lembrar de mais um episódio de Buffy que estou assistindo novamente. Em "Dead Things" há um interessante e sensacional dialogo entre Buffy (Sarah Michelle Gellar) e Spike (James Masters) quando o vampiro oxigenado diz para a caçadora: "Você machuca quem você ama". Ele se referia a fase em que Buffy estava tendo um caso com ele e sempre o botava para correr com vergonha de seus sentimentos. Mas tenho certeza, o roteirista do episódio falou de modo geral, de como a gente magoa mais quem está por perto do que os estranhos na rua.

Khaoe em 1981

Khaoe em 2013



domingo, 24 de novembro de 2013

IMAGEM DA SEMANA


Uma das duplas mais famosas dos anos 1980 volta se reunir. Michael J. Fox e Christopher Lloyd voltarão a contracenar em The Michael J. Fox que aqui no Brasil vai ao ar no canal Comedy Central. No programa, o ator interpreta Mike um pai de família que tente lidar com sua doença com bom humor. A participação de Lloyd irá ao em Janeiro nos EUA e, possivelmente, em março no Brasil. O programa de Fox, apesar de simpatico, não vem agradando muito a audiencia do canal NBC que exibe a série no EUA. A solução encontrada por Michael, que é um dos produtores do seriado, e dos roteiristas foi brincar um pouco mais com o passado do ator chamando para participações na série atores e atrizes envolvidas em projetos passados dele. A dupla Michael J. Fox e Christopher Lloyd fizeram uma das parcerias mais carismáticas do cinema interpretando Marty Mcfly e Dr. Brow na clássica trilogia De Volta para o Futuro

terça-feira, 19 de novembro de 2013

QUANDO UMA SÉRIE SURPREENDE


Ha um pouco a mais de 15 anos, acompanhávamos a segunda e perfeita segunda temporada de Millennium. A série de Chris Carter saiu do que se propunha e entrava num terreno perigoso quase beirando ao deboche. O seriado teve que se reinventar para as plateias americanas que consideraram a primeira temporada violenta e macabra. E tem o detalhe do monstro da semana que estava deixando a série repetitiva e cansativa.

Assim o Chris Carter deixou um pouco a produção de lado para cuidar de Arquivo X (esse sim, no auge da carreira) e deixou o barco no comando de Glen Morgan e James Wong. A dupla de roteiristas simplesmente ajudaram a criar a fama de Arquivo X escrevendo os roteiros mais legais do show e criando personagens e episódios memoráveis. Os dois voltaram a trabalhar com Carter após o fracasso de Comando Espacial (série muito boa, por sinal) cancelada ao final da primeira temporada. Morgan e Wong trataram de separar Frank Black (o maravilhoso Lance Herinksen) de sua esposa Catherine (Megan Gallager) devido a violência que cercavam os dois. Ja no primeiro capitulo chamado "O Começo e o Fim" Catherine é sequestrada e torturada por um homem o que leva Frank a uma perseguição implacável e um final fora dos padrões para os seriados americanos. O publico não teve tempo de respirar, Morgan e Wong entregaram "Cuidado com o Cão" em que Frank é eleito por uma cidade para ser o sherife que vai deter o ataque de cães raivosos. Misto de terror com humor negro. O quarto capitulo é um dos mais comentados da historia do seriado. Em "Monstro" crianças estão sendo atacadas numa creche e tudo leva a crer que a tia da creche estava por trás dos crimes. Mas Frank começa a suspeitar de uma garotinha com cara de anjo. Uma cena que acontece com qualquer um faz o jogo virar contra Frank e ele, ao perder a paciência com a filha Jordan (Britanny Tiplady) acaba sendo acusado de violência infantil. Outra perola de Morgan e Wong.

"O Começo e o Fim"


Mas adiante a serie iria surpreender ainda mais. As crianças e seu papel no fim do mundo (Millennium era exibido em 1999 época em que havia a historia que o mundo acabaria em 2000) voltam a ganhar destaque em "19:19" onde um lunático sequestra um ônibus escolar. Episodio tenso. Morgan e Wong estavam inspirados escrevendo roteiro atrás de roteiro (isso não é comum na TV americana) e entregaram aquele que, para muitos, é o melhor episódio da série.

"A Maldição de Frank Black"
Em "A Maldição de Frank Black" nosso querido protagonista é vitima de uma brincadeira com um fantasma em pleno Halloween. Um show de interpretação de Lance Herinkesen, um capitulo onde não ha um caso especifico e sustentado somente pelo carisma do ator. Num irreverente show de humor negro Darin Morgan (irmão de Glen Morgan) entrega "A Crença" onde um personagem que ele criou em Arquivo X aparece para ajudar Frank a investigar uma seita religiosa. Em "A Meia Noite do Século" vemos um pouco do passado do agente e sua conturbada relação com o pai. Episodio de natal emocionante.

"Cuidado com o Cão"


Infelizmente a série da um tempo nos roteiros tocantes e bem humorados e cria-se uma mitologia em torno do grupo Millennium e suas nada boas intenções. São capítulos tensos e, as vezes, confusos pois o  Grupo Millennim vai de mocinho a bandido com atos pra lá de suspeitos. Mas eis que Darin Morgan aparace e entrega uma história inusitada e inesquecível. Quatro demônios se reúnem num bar e discutem sobre um homem que sempre atrapalhou os planos deles: Frank Black. Este episodio "Demônios" pode ser considerada como a série ficará conhecida para sempre: surpreendente.

"Demônios"

"Monstro"
Os dois últimos capítulos da temporada revoltou e chocou boa parte dos fãs. Uma estranha doença comparada ao vírus Ebola ataca as pessoas e apenas Frank, Jordan e Peter Watts (Terry O'Queen), alem do grupo Millennium são vacinados. Assim, Catherine morre deixando Frank revoltado e desolado (os fãs também, apesar de não participar ativamente da série, Catherine era o porto seguro de Frank o elo que não o deixava enlouquecer com suas visões). Para muitos, a série acabou aqui, pois a terceira temporada foi como uma cópia de Arquivo X onde Frank trabalha ao lado de uma agente do FBI e investiga casos complicados.

"Demônios"




domingo, 17 de novembro de 2013

IMAGEM DA SEMANA


Os dois atores acima pretendem incendiar as telas de cinema do mundo todo em fevereiro de 2015. Finalmente, saiu a escalação oficial dos protagonistas do romance pornô 50 Tons de Cinza, um inesperado sucesso de vendas. O ótimo ator Jamie Durnan (que interpretou o serial killer da série The Fall) fará Christian Grey e Dakota Jonhson (filha de Mellanie Grifhitts e Don Jonhson e que esteve recentemente no remake de Anjos da Lei) dará a vida a Anastácia Steele. Para quem não sabe do que 50 Tons de Cinza se trata (jura?), conta a história de Christian um milionário que seduz a doce Anastácia e inicia com ela uma relação de amor/sexo sadomasoquista que conquistou milhares de mulheres ao redor do mundo. Durnan não terá muito trabalho, pois em The Fall ele teve seus momentos de fetiche ao matar várias mulheres.

fotos: entertainment weekly

sábado, 16 de novembro de 2013

NOTA O E NOTA 10

nota 10 













para Morena Baccarin em Homeland
A atriz nascida no Rio de Janeiro não tem a importância de Claire Danes, Damian Lewis e Mandy Patinkin na trama do seriado, mas suas cenas são dignas de nota. Na ultimas semanas ela deu um show ao perder o controle de sua filha Dana (Morgan Saylor), que surtou após os eventos da segunda temporada. Morena ganhou o primeiro papel de destaque no elogiado Firefly de Joss Whedon. Outro papel de destaque foi a líder cruel alienígena Anna de V - Visitantes. Esse ano, aposto que a bela brasileira irá levar para casa o Emmy de melhor atriz coadjuvante. Tomare.


10

0

nota 0 

para o horários de exbição de seriados no canal FX
Nem mesmo a reclamação da Revista Veja faz o canal FX mudar de ideia e continuar a exibir os seriados mais interessantes em horários no minimo sem noção. Ou é muito cedo (Homeland, The Americans) ou é muito tarde (Dexter, Spartacus). Não é a toa que os fãs preferem baixar suas séries favoritas da internet.

OS DIAS DE KHAOE

Final das aulas chegando e os professores "socam" a gente de trabalho e provas, por isso fiquei a semana passada sem escrever a coluna "OS DIAS DE KHAOE". Em meio a polemica de haver ou não feriado do dia 20 de novembro do dia da Consciência Negra em Curitiba, parece que a questão do negro na sociedade e como ele é visto está mais latente do que nunca. Por que só vemos "pessoas de cor" bem sucedidas como jogador de futebol, pagodeiro e outros? Na empresa que eu trabalho a 11 anos, nunca vi esse tipo de preconceito muitos negros e negras ocupam cargos de chefia para cima. Um coisa nesse assunto todo que me incomoda até hoje é a questão de quotas. Ok, os negros sofreram por anos de escravidão e maus tratos, mas acho que devia haver quotas de pobreza e não racial. Se fosse para compensar o negro pelo seu passado, deviam criar algo na linha bolsa ditadura onde os familiares das vitimas da ditadura recebem do governo uma grana pela atrocidades cometidas a esquerdistas a época da ditadura. Bem isso é impensável, o governo iria quebrar, metade da população é negra ou tem sangue negro.

Para um trabalho de Direito tivemos que assistir o filme Lincoln de Steven Spielberg. O filme em si não é uma biografia do presidente americano, mas mostra os bastidores dos eventos que levaram o fim da escravidão nos EUA. A maioria das pessoas que conheço não gosta de votar, mas no filme é questionado: "depois de darmos a liberdade aos negros, teremos que dar o direito de voto a eles? E depois as mulheres?". O filme em si é lento, arrastado e confuso com um vai e vem de personagens que mal sabemos o papel na história, mas é um show ver as performances de Tommy Lee Jones e Daniel Day Lewis. Escondido entre esses atores estupendos estava Lee Pace astro da série mais bonitinha de todos os tempos que durou apenas duas temporadas: Pushing Daises - Um Toque de Vida. Voltando a falar do filme - que nem parece uma produção de Spielberg, as vezes esquecemos que o diretor gosta de falar sério também e já fez A Lista de Schindler e Amistad - o filme basicamente levantou na sala uma discussão interessante: o poder de um bom discurso. Lincoln conseguiu que vários políticos mudassem de ideia graças a seu carisma e bom papo. Falando em pessoas carismáticas, enfim, vi o maravilhoso O Discurso do Rei


Também baseado numa historia real, o filme conta com atuações inspiradas de Colin Firth como o príncipe e, depois, rei George da Inglaterra que tem um sério problema de gagueira. Sua esposa (Helena Bohan Carter) acha nos classificados um medico com métodos pouco ortodoxos que promete a cura para seu paciente. Geoffrey Rush faz o médico e química entre ele e Firth, alem de Helena no fundo, faz o filme uma verdadeira aula para pessoas introvertidas. Vi a versão dublada no Rio nos estúdios Delart num trabalho exclusivo para Rede Globo que, nas décadas de 1980 e 1990 contratava a Herbert Richers para fazer dublagens exclusivas afim de padronizar as vozes de atores. Esse habito foi deixado de lado ao longo dos anos pela emissora que, aos poucos, está largando mão de filmes em sua grade devido a baixa audiência que esse tipo de produção alcança. Outro filme que a Globo mandou redublar recentemente também foi o simpático Turista com Johnny Depp e Angelina Jolie.



Para os aficionados em séries da TV aberta, a Globo anunciou a estreia de Homeland nas madrugadas de janeiro na tradicional férias do Programa do Jô. Enredo e elenco a série tem de sobra para fazer sucesso. A Band também anunciou a compra das séries American Horror History, um interessante drama sexual/psicológico criado por Ryan Murphy de Glee. Assim como Homeland, a produção está em sua terceira temporada, a grande diferença é que elenco e histórias são diferentes a cada ano. A emissora irá estrear também o terceiro ano de The Walking Dead e vai exibir a inédita comédia How I Meet  Your Mother sucesso a nove temporadas na TV americana e o intenso drama Sons of Anarchy sobre a delicada relação de uma família de motoqueiros, é um drama bem elogiado. Essa semana até a Record anunciou a aquisição de seriados americanos para a sua programação. De todas, creio que o maior destaque é Spartacus sobre um homem arrancado de sua família e forçado a viver como gladiador em lutas de vida e morte. A série é conhecida pelo alto teor de violência e sexo e pelo protagonista do programa Andy Whitfield morrer de câncer antes do inicio das filmagens da segunda temporada. No elenco a presença da eterna Xena, Lucy Lawless. Outro destaque, é a série em que estou viciado no momento Bates Motel que mostra a adolescência do criminoso do famoso filme de Hitchcook Psicose. Ainda irá ao ar Once Upon a Time onde os personagens dos contos de fadas são reais e Chicago Fire que mostra o dia-a-dia de bombeiros. Espero que essas séries emplaquem para acabar de vez com a fama de tapa buracos dos seriados na tv aberta. O publico brasileiro curte um bom enlatado.




Essa semana foi ao ar na Inglaterra o ultimo capitulo da quarta temporada de Downton Abbey. A sensação de "jáa???" é comum pois as séries inglesas são curtas não passam de 8 capítulos por ano. A minha analise será um pouco estranha. Não foi uma temporada excepcional, é verdade. O criador Julian Followes teve que rebolar para sustentar a ausência de Matthew Crawley o protagonista masculino que morreu no especial de natal ano passado (a ator Dan Stevens não quis renovar o contrato). Infelizmente, como é comum nos roteiros de Followes, Lady Mary (Michele Dockery) não demorou muito para arranjar não um, mais dois pretendentes. Mas evitando cair ainda mais nos clichês, a jovem ainda está em luto e disse não estar preparada para amar novamente. Poucas mudanças se viram esse ano no seriado, mas dois fatos ficaram na memória dos fãs: o estrupo sofrido por Ana (Joanne Frogart) e a tão comentada estreia do primeiro personagem negro Jake Ross. O grande charme de Downton Abbey, por fim, é ser simples, sem roteiros mirabolantes e histórias confusas. Neste ultimo episodio, a cena que mais me encantou foi quando o Conde Grathan (Hugh Bonneville) retorna de viagem e, ao ver a esposa, solta a frase: "esse é o momento que eu sonhei várias vezes" e os dois dão um longo beijo apaixonado. Simples e emocionante, como a série é.  


domingo, 10 de novembro de 2013

IMAGEM DA SEMANA


Provando que não é só mais um rostinho bonito, Jared Leto aceitou o convite do diretor Jean-Marc Vallée para fazer o papel da travesti Rayon no elogiado longa Dallas Buyers Club. No filme, um muito magro Matthew McConaughey faz o papel de um cara durão que descobre estar com o vírus da AIDS e sua batalha para levar ao EUA remédios não autorizados no país. No elenco, tem também a sempre bela Jennifer Garner. Este filme ainda não tem data de estreia no país. Para quem não sabe ou não se lembra Jared Leto ficou conhecido em 1994 no papel do cobiçado Jordan Catalano em Meus 15 Anos, ao lado de Claire Danes. Ele tambem é vocalista da banda 30 Seconds To Mars. 

foto: site voices.suntimes.com

domingo, 3 de novembro de 2013

SOUND TRACK: A MUSICA DE CINEMA

NO DOUBT - NEW TRILHA SONORA DO FILME GO - VAMOS NESSA


Em Go - Vamos Nessa (Go, 1999) temos um crime envolvendo um traficante de drogas contado de três pontos de vista diferentes. No elenco tinha Katie Holmes no intervalo de filmagens de Dawnson's Creek e Scott Wolf numa pausa das gravações de O Quinteto. A musica tema do filme era tocado pelo No Doubt liderado pela bela e carismática Gwen Stefani. O filme ganhou status de cult por sua edição ágil e bem legal.


OS DIAS DE KHAOE

Não me aguentei de curiosidade e tive que baixar os cinco primeiros episódios de Homeland, sem duvida alguma, a melhor série dramática do momento. Não consigo esperar 6 meses para a excelente versão dublada na Áudio News Rio ser postada lançada em DVD. Ainda mais após os eventos explosivos (literalmente) do final do segundo ano. Diz uma regra das séries de TV que, um seriado fica realmente muito bom na sua terceira temporada. A primeira, apresenta os personagens e situações, a segunda experimenta o publico e a terceira mostra ao que veio. Homeland mostrou tudo isso em seus dois primeiros anos, vamos ver o que os roteiristas vão aprontar. Até onde pude ver, a CIA está atrás da rede terrorista que explodiu a sua sede. Brody (Damien Lewis) está desaparecido. Carrie (Claire Danes) vira alvo de uma comissão que investiga o atentado terrorista. Quem diria que o querido Saul (Mandy Patinkin) virou uma especie de vilão com atitudes e decisões polemicas?. E o atirador de elite Peter Queen (Rupert Friend) vira personagem fixo fazendo as vezes de Carrie no primeiro ano. Ele persegue e espiona a moça.

Para os lados ingleses, chegou a hora da tão comentada estreia do primeiro personagem negro de Downton Abbey. Jake Ross é um cantor de jazz de um clube de Londres que encanta Rose (Lily James), que decide investir na amizade da garota. Ao site entertenimentwise, Carr disse que nunca se incomodou da série não ter mais personagens negros e disse também que sua família é fã do programa. Quanto ao personagem em si, Ross é um jovem que se encanta com Rose e fará amizade também com Lady Mary (Michelle Docrery). "Ele entrará numa sala e saberá que todos olham para ele. Então ele continua de cabeça erguida", diz o ator que também não teme que os fãs antigos da série irão gostar de seu personagem ou não. Da ala da criadagem, a atriz interprete da simpática Ana, Joanne Frogatt, saiu em defesa do criador e principal roteirista do show quanto a controvérsia cena do estrupo de sua personagem por um criado de um convidado do casarão. "Fiquei muito orgulhosa do show", disse Joanne. ao entertenimentwise.com.  "é uma coisa muito corajosa de se fazer e Julian não foi gratuito em mostrar a cena, ele não queria esse tipo de exposição a sua criação". A defesa de Joanne é devido a muitas reclamações recebidas pelo canal ITV após a cena ir ao ar. Ninguem jamais esperava que isso fosse acontecer ao uma personagem tão querida quanto Ana. Isso tudo para mostrar o tão forte é o amor de Ana e seu marido, Bates (Brendan Cole) ao enfrentarem mais esse desafio.



Outra série que voltei a ver essa semana com toda empolgação foi Bates Motel. A série que, vai estrear em breve na Record, tem apenas 10 episódios nesta sua primeira temporada. Ela é basicamente sustentada nas figuras de Norman (Freddie Highmore) e sua mãe Norma (Vera Farmiga). Desde o primeiro capitulo, os dois já mostraram um pé no mundo do crime ao matar o antigo proprietário do motel que Norma comprou. Norman idolatra a sua mãe e, mesmo para uma época mais liberal como essa que vivemos, não deixa de ser incomodo ver a obsessão do garoto por sua geradora e vice versa. 



Toda semana, se não for no dia, assisto a reprise do Saia Justa. Ótimo programa para quem não tem tempo de ver telejornais, as garotas te deixam bem informados dos assuntos do momento. no programa da ultima quarta Astrid Fontenelle, Barbara Gancia, Maria Ribeiro e Monica Martelli, não poderia deixar de ser, discutiram sobre a dezena de cães da raça beagle que foram resgatados de um laboratório onde sofriam experiencias para novos cosméticos. É uma discussão polemica, é verdade, já que, se não fossem por testes feitos em animais, não se descobriria a insulina que é tao importante para os diabéticos. Não é fácil de se decidir contra ou a favor do uso de animais. Mas uma coisa é certa, os ativistas resgataram tudo quanto é bicho, mas só deixaram para trás os ratos. Nesse contexto, o direito não é igual para todos? 

No mundo da cultura pop, a estrela Jennifer Love Hewitt perdeu o emprego. A sua serie The Client List foi cancelada pelo canal americano Lifetime com a desculpa que não tinha mais espaço na grade. Tudo mentira, o criador do programa não aceitou a sugestão de usar a gravidez real de Jennifer para a personagem que ela interpreta. A situação se agravou quando Hewitt insistiu que o pai do filho de sua personagem fosse o mesmo ator que é marido da atriz que participa do seriado. Isso me lembra de 2 ocasiões em que a gravidez  da atriz não foi incorporada a trama, em compensação, a produção teve que rebolar para cobrir o barriguão das atrizes. Foi com Jane Krakoski em 30 Rock e recentemente com Clarie Danes em Homeland. Quando Jennifer Garner engravidou em Alias, sua personagem Sidney Bristol também engravidou, mas isso foi bem complicado para os roteiristas pois, a série dependia 100% do físico de Jennifer para funcionar.



Os únicos filmes que deram para ver essa semana foi Samurai X e Família do Bagulho. O primeiro é adaptação bem sucedida do mangá de sucesso publicado nos anos 1990. O desenho fez sucesso no Brasil ao ser exibido na Globo em 1999, na época se especulou até que o anime ia ser exibido nas férias de Malhação. A versão do filme que assisti foi lançada pela Focus Filmes em DVD e Blu Ray. Alem de ser uma produção que tem cenas que te deixam de boca aberta, os produtores tiveram o desafio de condensar cerca de 20 capítulos do mangá em um filme de duas horas. Destaco a dublagem que teve o cuidado de trazer os mesmos dubladores do desenho para os personagens principais da película. As únicas exceções foram as vozes de Yahiko que, até por questões obvias, foi feita por uma criança e a do vilão Jinei que, infelizmente, não teve a presença do veterano Emerson Camargo. O outro filme é uma comedia escrachada na linha da trilogia Se Beber, Não Case. Em Família do Bagulho, o personagem do hilário Jason Sudeikes tem que contratar uma falsa família para realizar um contrabando de drogas. Sua "esposa" é a bela Jennifer Aniston fazendo uma stripper que pode ser despejada se não pagar o aluguel. Os filhos do casal são interpretados pela sobrinha de Julia Roberts, Emma Roberts (da série Normal Demais) e o ator inglês Will Pouter. O filme é recheado de cenas escatológicas e palavrões mas, tirando o lado que glamoriza traficantes de drogas, é bem engraçado, principalmente pelo elenco.



Essa semana se lamentou a morte do desenhista Renato Canini que contribuiu e muito para a nona arte no Brasil. Ele trabalhou para editora Abril desenhando anos o personagem Zé Carioca. Mesmo mantendo o padrão estabelecido pela Disney, Renato soube marcar seu estilo próprio.

Para fechar a semana com chave de ouro, descubro um site que postou a sexta e sétima temporadas de Buffy - A Caça Vampiros dublada!!! Isso quebrou um mito que circulava na internet onde dizia que a Fox Films do Brasil não lançava o restante do seriado em DVD por que não havia áudio em português. Tudo mentira, a Fox não lança por que não quer. Eu tinha certeza absoluta que o sexto ano havia sido dublado pois a dubladora de Buffy, Sylvia Sallusti, confirmou essa informação em sua comunidade no Orkut, anos atrás; Tratei de baixar os 44 episódios restantes rapidamente e, mesmo não sendo tão brilhante como a segunda e terceira temporadas do programa, esses capítulos tem o seu valor. O site é http://telleseries.blogspot.com.br/ e é especializado em "ripar" ou gravar de canais a cabo séries dubladas. No caso de Buffy, eles conseguiram esse feito através do site Netflix que fez a série ser lembrada novamente. Menos por mim, pois eu nunca esqueci.

IMAGEM DA SEMANA


A imagem acima é a capa para a versão definitiva de O Reino do Amanha ao ser lançado pela editora Panini este mês. A mini serie lançada originalmente em 1996 e já publicada no país duas vezes, uma pela editora Abril e outra pela própria Panini, é uma carta aberta de amor dos criadores Mark Waid (roteiro) e Alex Ross (arte). Na época de seu lançamento o mercado dos gibis vivia uma crise de criatividade e, consequentemente de vendas, que quase resultou na falência da Marvel Comics e com vendas abaixo do esperado para a DC que insistia em matar (Superman) ou mudar drasticamente seus personagens (Aquaman). Quem reinava nas bancas eram os heróis da Image Comics que nada mais eram do que releituras de personagens clássicos mas, com uma diferença básica, as histórias eram violentas e ruins. 
Em cada dialogo de Waid e a cada pintura de Ross eles declaram o amor a personagens que a anos fazem parte do imaginário popular. A história junta o útil ao agradável, pois a história é sensacional e as pinturas realistas de Alex Ross são deslumbrantes em todas as paginas. Apesar de já ter em  minha coleção as edições anteriores, vou adquirir essa também pois virá com novos e inéditos extras. A Panini não está me pagando cachê (quem dera) mas indico esta obra pela sua qualidade difícil de ser superada.

domingo, 20 de outubro de 2013

OS DIAS DE KHAOE

A SEMANA AGITADA DE UM NERD

Essa minha semana de nerd começou com uma decisão. Em homenagem ao dia do professor, não fui ao curso. Seriam só quarta e quinta e ainda é começo de bimestre! Não posso mentir, não fui por pura preguiça. Deus me perdoe. Não fiquei a toa, pois tratei de colocar em dia minhas séries de TV.

Santa Clara - a santa da televisão - ouviu minhas preces e a segunda temporada de Homeland dublada estava disponível para ser baixada para comprar nos sites de livrarias. Devorei os 12 episódios em 6 dias. Li em sites que este segundo ato das aventuras da obcecada agente Carrie era fraquinho. Claro, foi difícil superar a EXCELENTE primeira temporada e toda a trama deste segundo ano poderia ser resolvida em, no máximo, 6 capítulos. Carrie está se recuperando de perder o emprego quando a CIA a convida novamente para caça a Abur Nazir um terrorista que quer matar O máximo de gente possível nos EUA. Saul (Mandy Patinki) acha uma gravação onde o agora candidato a vice presidente Brody (Damian Lewis) confessa o por que cometeu o ato terrorista. Tal ato não aconteceu e serviu para Carrie provar a todos que estava certa e reconquistar o prestigio na agencia. Um novo personagem é introduzido. O misterioso Peter Queen (Rupert Friend) tem algum plano obscuro com David (David Estes). A temporada passa até o momento em que Nazir sequestra Carrie e obriga Brody a matar o vice presidente. Descobrimos que verdadeiro vilão é David que tem coragem o suficiente para tramar com a vida de todos do elenco. Foi interessante ver como a produção tentou esconder o barrigão de gravida de Clarie Danes.




Saindo das conspirações e politicagens de Homeland, tento dar uma olhada na nova MTV. A diferença básica entre a MTV Brasil que pertencia a Abril e a MTV Viacon é que a segunda, a principio está investindo em varias series de TV. Tem clássicos teen como Dawnson's Creek e The OC - Um Estranho no Paraíso e novas manias como Diários de um Vampiro, Zoados e Awkward. A programação da nova televisão também abre espaço para diversos realities shows que são sucesso na matriz americana. A aposta - com razão - é Catfish baseado num documentário homônimo sobre pessoas que se conhecem somente pela internet e decidem se conhecer pessoalmente. Seguindo a tendencia da TV a cabo, TODA a programação do canal é dublada. E no Rio nos estúdios Voice Brazil! Pode me chamar de preconceituoso, mas filme ou série dublado no Rio, é outro nível. Tambem tem os desenhos South Park e Beavis and Butt-Head.

Essa semana se lembrou do poeta/compositor Vinicius de Moraes que completaria 100 anos se estivesse vivo. Só de pensar que o pais viveu uma fase onde as musicas de Vinicius e Tom Jobin eram cantadas por todos... É difícil de engolir que hoje o que esta na boca do povo são esses pseudo cantores de sertanejo universitário que dizem ABSOLUTAMENTE  a MESMA coisa em todas as musicas e os cantores (?) de funk. Na vida adulta aprendi que não tenho o direito de dizer que a musica que eu não gosto é ruim. Mas quando penso que as crianças CANTAM e ADORAM esse tipo de musica, me irrita. Mas eu sou um besta mesmo, enquanto essa gente ganha rios de dinheiro perco meu tempo falando deles.

Numa das decisões mais controversas de sua história, o SBT decidiu não renovar seu contrato de exclusividade na TV a aberta com a Warner. Nos últimos anos, a distribuidora vinha fornecendo séries e filmes que, em algum momento, davam muita audiência ao canal paulista. R$ 40 milhões foi o motivo. Dizem que a Globo já demonstrou interesse em adquirir o contrato que teria campeões de bilheteria como as sagas Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Batman, Superman, entre outros. A emissora alegou também que filmes hoje em dia não dão tanta audiência assim. Bom se eles não os exibissem depois das 23h00 com certeza seria diferente. Esse assunto também despertou na impressa o assunto que dizia que as emissoras abertas estão cada vez mais perdendo o interesse em filmes, pois existem muita concorrência com as TV a cabos que tem dezenas de canais exibindo filmes (muitas reprises, nunca canso de reclamar disso). Só o tempo dirá se o SBT tomou a decisão certa. Só lembro que anos atrás, eles decidiram dispensar a Televisa e são justamente as novelas mexicanas do grupo que seguram o segundo lugar de audiência vespertina do canal.



Um assunto que bombou nas redes sociais foi sobre as mudanças na legislação sobre direitos autorais em biografias não autorizadas. Bem, não foi bem o assunto que gerou polemica mas sim a porta voz do grupo que tenta impedir as mudanças. Paula Lavigne bateu boca com a jornalista Barbara Gancia no programa Saia Justa na quarta. Tive a oportunidade de ver e foi uma discussão bem acalorada.



Enquanto isso em Hollywood... a impressa americana ficou boba com a noticia que o protagonista da versão cinematográfica do romance porno brega 50 Tons de Cinza abandonou o barco. Dizem que o ator Charlie Hunnan achou pouco ganhar 125 mil dólares para o papel. Realmente é pouco ao imaginar o quanto o estúdio vai lucrar. A corrida pelo novo ator está a todo o vapor já que as filmagens estão programadas para começar em 1º de novembro. Essa nota mudou a sua vida? Nem a minha, a impressa americana as vezes é muito exagerada.

PARABÉNS, DANNY BOYLE!

UM DOS CINEASTAS COM UMA FILMOGRAFIA BEM ECLÉTICA COMPLETA 57 ANOS.



O diretor Danny Boyle nasceu a 57 anos em Manchester, Inglaterra. Dono de uma das filmografias mais ecléticas da história do cinema, o inglês começou a carreira em telefilmes. Ele virou o queridinho dos alternativos ao fazer o independente Cova Rasa (Shallow Grave, 1994), sobre três amigos envolvidos num crime. Este filme marcou o inicio da parceria com Ewan Mcgregor, excelente ator que protagonizou o próximo titulo de Danny.  Trainspotting - Sem Limites (Trainspotting, 1996) foi um dos primeiros filmes independentes a estourar nas bilheterias. O filme foi acusado de fazer apologia a drogas ao mostrar Ranton (Ewan Mcgregor) e seus amigos usando e abusando dos narcóticos e o efeito  "legal" que eles criam nas pessoas. O sucesso dessa produção fez Boyle receber convites de Hollywood. Seu próximo titulo é comédia louca romântica Por Uma Vida Menos Ordinária (A Less Ordinary Life, 1997) em que o diretor exigiu a presença de seu ator favorito Ewan Mcgregor. Mas o titulo foi a ultima colaboração entre eles, já que o inglês e o escocês brigaram feio, tudo por causa do próximo filme de Boyle, A Praia (The Beach, 2000). Dizem as mas linguás dos bastidores que Danny foi obrigado a aceitar que o filme fosse estrelado por Leonardo DiCaprio que era o ator do momento graças a Titanic. Essa saia justa foi o motivo da briga entre Ewan e Danny. Cada um seguiu com sua carreira de sucesso.


Os anos 2000 não começou muito bem para o cineasta, já que A Praia fracassou nas bilheterias e foi malhado pela critica. Ele voltou para Inglaterra onde fez dois telefilmes. Em 2002, voltou as grandes - mas não muito - produções ao dirigir o terror Exterminio (28 Days Letter, 2002) sua homenagem aos filmes de zumbis. Seu próximo titulo foi o primeiro ao ser estreado por uma criança. Em Caiu do Céu (Millions, 2004), ele mostra a ética sobre a ótica de um garoto de 7 anos. Em seguida, uma mistura de ficção cientifica e terror alá Alien, em Sunshine - Alerta Solar (Sunshine, 2007) ele trabalha mais uma vez com o astro de Exterminio, Cillian Murphy para discutir os efeitos que a humanidade está fazendo com o meio ambiente. Este é um filmaço. Em seu próximo filme, ele voltou a ter um grande sucesso de bilheteria com Quem Quer Ser Um Milionario? (Slumdog Millionarie, 2008), uma produção sem ares de superprodução estrelada por atores indianos ganhadora do Oscar.




Nesta década, ele presenteou os cinéfilos com dois títulos de perder o folego. Em 127 Horas (127 Hours, 2010), ele conta a história real do montanhista Aron Ralston que ficou preso entre duas rochas e foi obrigado a cortar um dos braços para sobreviver. Por ultimo, este ano foi lançado Em Transe (Trance, 2013) sobre um cara (James McAvoy) que recorre a uma especialista em hipnose para se livrar de grupo de bandidos. Este filme tem que ver para entender essa descrição. Como toda a filmografia de Danny Boyle, é uma produção bem original.  


SOUND TRACK - A MUSICA DE CINEMA

EWAN MCGREGOR E CAMERON DIAZ - BEYOND THE SEA TRILHA SONORA DO FILME POR UMA VIDA MENOS ORDINÁRIA.



Um dos filmes mais legais que ja vi, Por Uma Vida Menos Ordinária reuniu Cameron Diaz ainda em inicio de carreira com Ewan Mcgregor em ascensão graças ao polemico Transpotting - Sem Limites. Aliás, ambos os filmes são dirigidos por Danny Boyle.  Por Uma Vida Menos Ordinária é uma comédia romantica estranha mas cheio de momentos impagaveis graças a quimica entre Ewan e Cameron, como pode ser vista na cena abaixo quando os dois cantam um dos classicos americanos Beyond the Sea, cujo uma das versões mais famosas foi cantada por Frank Sinatra. 


domingo, 13 de outubro de 2013

MÁS COMPANHIAS: A PODEROSA CHEFONA

LANÇAMENTO: EDITORA BEST SELLER EUA, 2011 ESCRITO POR TINA FEY

Quem diria que ser nerd e um pouco loser seria tão lucrativo! Hoje é comum encontrarmos no cinema e TV americana protagonistas longe do ideal que a América queria impor ao mundo antigamente. Seria praticamente impossível imaginar Liz Lemmon a protagonista da série 30 Rock sendo a personagem principal de um seriado de televisão. Em um dos capítulos de A Poderosa Chefona, Tina Fey menciona que jamais acreditava que sua ideia para o 30 Rock fosse aceita, ela acha que foi graças ao seu parceiro de cena Alec Baldwin. As memórias de Tina são compartilhadas com o leitor neste livro empolgante. Nunca tinha lido um livro de quase 300 paginas em 6 dias! Tina Fey, uma das minhas escritoras favoritas, conseguiu isso. Tina faz graça e tira sarro de sua própria vida e não tem vergonha nenhuma de dizer que vive o estilo de vida chamado dance como se ninguém estivesse vendo!

Tina conta fases e momentos marcantes de sua vida. Da apenas uma pincelada num fato traumático de sua vida quando um homem a agarrou a força e cortou seu rosto tão profundo que gerou uma cicatriz que ela levará para sempre. Através dessa cicatriz, Tina foi hostilizada na escola e depois no ensino médio e faculdade, mas a ajudou a ter confiança e uma razão para vencer. Ainda no colégio ela descobriu peças de teatro e entrou mais tarde num grupo de improvisação que a ajudou a entrar na televisão no programa Saturday Night Live, onde ela ficou nove anos fazendo sucesso e foi a primeira editora chefe da atração, daí o titulo do livro.  

O livre A Poderosa Chefona é uma leitura leve, descontraída e deliciosa que conta a superação de Tina Fey em todos os sentidos e também mostra um pouco dos bastidores da televisão.



NOTA 10